Ao longo deste caminho de “despertar da consciência” estava lendo um texto sobre Honestidade. Sim, e daí? Óbvio que sou honesto e você também, certo?
O texto dizia que piratas, vigaristas e trapaceiros proclamam em alta voz a honestidade deles. Eu pensei enquanto lia: “Essa turma não tem vergonha mesmo!”. Então, tempos depois, caiu uma ficha enorme (na verdade parecia mais um caça níqueis): eu comecei a perceber que passei minha vida julgando as pessoas, mas não parei um minuto sequer para perceber a minha própria desonestidade!
É claro que existem graus diferentes como, por exemplo, roubar um banco ou matar uma pessoa, mas tudo depende da consciência de cada um. Por exemplo, para o Dalai Lama matar uma flor ou uma formiga é uma transgressão com o Universo e para outros matar por defesa da honra é um fato sem maiores conseqüências.
Quando comecei a pensar a respeito desta pergunta foi uma avalanche desenfreada. Alguns exemplos de “pequenas coisas que todo mundo faz”: colar numa prova, não recolher todos os impostos que deveriam, tentar se beneficiar das “brechas da lei”, dar uma graninha para o guarda, colocar as multas no nome de outra pessoa para não perder a carteira de motorista, dirigir alcoolizado, dirigir acima da velocidade permitida, se aproximar de pessoas com segundas intenções, cobiçar uma mulher/homem bonita(o) passando na rua mesmo que acompanhada(o), manipular pessoas nos relacionamentos e não por interesse genuíno na felicidade delas, tentar levar vantagem em cima dos outros, etc. Aliás, e bota “etc.” nisso.
Achamos que seremos absolvidos pela crença popular que “todo mundo faz isto”! A impunidade que tanto se fala não é da justiça brasileira, mas sim da nossa própria consciência e de nossos valores morais.
O que temos visto no mundo é um reflexo de nossa própria desonestidade! De que adianta ficar acusando os políticos se nós mesmos não somos exemplo? Eles são apenas um reflexo de nossos valores e atitudes. E se você estivesse no lugar deles com poder nas mãos e acesso ao dinheiro público?
Isto também se aplica aos assaltantes. Se você tivesse nascido em uma favela, passando fome, sofrendo maus tratos de todos e presenciando as maiores atrocidades desde que se entende por gente, você seria um “cidadão honesto”?
Se cada um de nós lembrar que o mundo é um reflexo nosso, começaremos a olhar para dentro e tentar mudar nossos valores e atitudes ao invés de ficar atirando pedras nos outros. Até porque, segundo a lei universal, nós colhemos o que plantamos: se atiramos pedras não podemos esperar que nos atirem rosas de volta.
A questão é que isto é muito fácil de falar e difícil de fazer, pois desde bebês aprendemos a não assumir responsabilidade. Quem assume responsabilidade apanha! “Filho, quem quebrou o porta-retrato?” “Não fui eu mamãe, eu juro! Deve ter sido meu irmão!”
Mas existe esperança! Precisamos reconstruir nossa auto-estima nos tornando mais íntegros sem qualquer supervisão externa ou punição. Esta é única forma de sabermos se estamos realmente no caminho certo para recuperar nossa integridade.
Uma frase que retrata muito bem esta situação é a de Ghandi: “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”.
Se você quiser conhecer mais sobre você e aprofundar este tema, recomendo um mini-curso gratuito sobre Integridade Pessoal no link http://www.avatarepc.com/html/integrity(por).pdf
Clique aqui e siga-me no twitter.
Não.
Sim!!!
Sensacional o tema. Esses dias um colega sentou na mesa para almoçar conosco e começou a contar vantagens por ter recebido o troco errado no Bob’s (acredito que 10 reais a mais) e ganho 2 milkshakes porque segundo ele “a caixa foi burra”. Eu fiquei revoltada, minha vontade era de socar a cara dele…até aonde as pessoas estão sendo capazes de chegar para tirar vantagem???
Inclusive, fazendo um “gancho” do comentário da Raissa, já escutei pessoas dizendo a respeito deste fato relatado do Bob’s que isso é o “jeitinho brasileiro”, querendo levar vantagem em tudo. Mas me desculpem, sou e tenho orgulho de ser Brasileiro, mas nunca agi desta forma, isso é uma atitude de pessoas sem bom senso, nem digo que são desonestas, mas é desconfortante como se comportam em certas situações … enfim, ainda acredito que tem salvação, com educação e bom senso podemos mudar isso.
Sim. E creio que a única forma disso acontecer será todos nós (honestos) mantenhamos nosso caráter (sem “jeitinho”) e passemos isso aos nossos filhos; a geração deles será melhor, e assim sucessivamente.
Ainda ontem conversei com um amigo que me disse que para ele só existia o bem e o mal, e que as pessoas tinham q praticar o bem… Questionei muito, pois para mim conceitos como: certo x errado, bem x mal são muito relativos… como vc bem citou a diferença entre Gandhi e pessoas que vivem na miséria…
Me lembrei tb do último amigo oculto/secreto da empresa onde um rapaz pediu o valor do presente em jogos piratas da uruguaiana… achei um absurdo e disse que se eu o tivesse tirado, no max ele ganharia um jogo de loja… ao mesmo tempo, bem que esses jogos, cds, e dvds originais poderiam ser bem mais baratos, como outras coisas, mas o governo, os impostos…
Sim, mas os fins não justificam os meios, como vou reclamar do meu politico se tenho atitude igual a dele, como vou querer alguém honesto no governo, se eu não sou honesta?
Por isso, para mim, o importante é vc saber qual a sua verdade, e ser coerente/ integro com ela. A dica do mini-curso de integridade foi ótima… Pois pelo menos vc fez sua parte, e ficou tranquilo com vc mesmo…
Aí vc vai dizer, mas quem sou pra mudar o mundo? Primeiro: vc é parte dele, e bem importante… e segundo, a jornada de mil milhas começa com um passo… Dê seu(s) passo(s), já será menos um passo para que a humanidade complete a jornada
Esse artigo me fez ter vontade de mergulhar mais fundo sobre o quanto sou honesto, não só nas grandes questões, que são fáceis de definir e de se posicionar, mas “nas pequenas coisas que todo mundo faz”, aquelas que passam desapercebidas ou não são objeto de reflexão. Além da frase do Ghandi, que é muito inspiradora, tem outra que se adapta bem e que, se vivida na prática, contribui para que a nossa honestidade seja quase automática: “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você”.
Esta aí o segredo , passar a diante, se todos nos conseguimos passar ao proximo o que temos de bom com humildade e bondade, com certeza mudaremos muita coisa, tanto neste aspecto de carater como podemos “gerar” profissionais melhores, lembro de quando comecei em uma multinacional americana e um gestor me disse que nunca teremos perfil e personalidade iguais à outros profissionais, pois se soubermos absorver as coisas, teremos uma atitude ou conceito “bom” de cada um deles e construiremos o nosso perfil, enfim, ele tem toda razão, se pudermos passar a diante o que sabemos e o que achamos vamos construir uma sociedade melhor.
É infelizmente o “jeitinho” é uma instituição nacional e faz parte da nossa cultura. E o pior além de orgulhosos por tirar vantagem: estacionar na vaga de idosos…de deficientes………levar vantagem em troco, entre outras atitudes, os partidários da prática ainda querem se vangloriar dizendo que o resto é “trouxa”.
Outro dia me perguntaram: “vc não quer renovar sua carta de motorista, sem fazer ter que fazer o teste?’. Respondi que preferia fazer todos os trâmites, sem ter que pagar prá agilizar o processo, afinal as propinas só perpetuam a prática… Após um silêncio constrangedor, fiquei com a sensação que eu era a estranha….
Concordo com o Victor que cita uma mudança baseada em educação mas também acho que as coisas mudam também quando as pessoas que abominam essas práticas – e outras – começarem a se posicionar claramente. A maior arma para essa mudança de cultura é o exemplo próprio
exemplo.
Cristina, você citou estacionar em vagas para deficientes e idosos, sou deficiente físico (tenho monoparesia do braço esquerdo), é uma deficiencia simples, possuo pouca mobilidade neste braço, porém meu carro tem de ser especial (apenas automatico) e tenho o direito destas vagas, mas sempre que vou em shopping ou supermercado fico nervoso, vejo como as pessoas não o minimo de educação com isso, não faço questão de usar essas vagas, pois meu problema é relevante, mas qualquer um usar já é demais. Tenho esperança de isso um dia mudar.
Maravilhosa a questão e o artigo.
Acho que quanto mais consciência nós temos, mais cientes de nossa vulnerabilidade em relação aos efeitos externos ficamos e acho que esta é a resposta. Hoje, gostaria sim que o mundo fosse mais parecido comigo quanto a ser honesto, pois a cada dia aprendo a lidar melhor com alguma situação e ter consciencia coletiva e moral relativo ao que se passa a minha volta.
Mas isso, dependerá de educação, relações éticas e um background familiar que apoie estas atitudes. Por isso acho que se todos tivessem as mesmas oportunidades que tive (e olhe que estudei em colégio público, meus pais não terminaram nem o primeiro grau e por muitos anos vivemos com muito poucos recursos) e relações éticas ao longo da vida, acho que estaríamos num país melhor…
Um abraço
Janny
sim, realmente precisamos assumir nossas responsabilidades e parar de fingir que não estamos vendo os famosos jeitinhos brasileiros pois as vezes nos é conveniente.Precisamos tomar consciência e mudar,no começo as pessoas se irritam com sua postura mas depois elas começam também a refletir e ver que realmente faz sentido e começa a mudança.Gosto dessa frase que o Paulo colocou também ” Não faça com o outros o que não gostaria que fizessem com você.”
Classificações de honestidade na acepção jurídica (civil, criminal e etc) privilegia as classes dominantes, que foram os fundadores e receptores das principais normais legais.
A quem aproveita o direito de propriedade? Áqueles que a detém.
O direito protege a ordem vigente, perpetuando a dominação de uma classe sobre a outra.
Não seria, talvez, sob esse prisma, “honesto” os pobres roubarem para ter dignidade de sobrevivência alimentar, de saúde, …?
Honestidade, portanto, ao meu ver, é o julgo da consciência. Mas, afinal, o que é consciência? O que se passa no profundo universo da minha consciência? E do inconsciente? Como adquirir as informações do inconsciente?
Para ser mais honesto com o mundo, temos que ser antes honestos conosco mesmos. Mas como operacionalizar isso em nossas vidas?
Meu amigo Caio.
Primeiramente um abraço e parabéns pelo maravilhoso post.
Sem dúvida, a integridade está muito relacionada as experiencias de vida que um indivíduo tem e a influencia do meio onde se relaciona.
Mas existem também diversos outros fatores relacionados a esta questão, como voce enfatizou, creio que a integridade de um indivíduo está também fortemente relacionada com as possibilidades de tal indivídio em exercer o direito a uma vida digna. Concordo contigo que pode ser visto como um conceito ambíguo, mas em poucas situações.
Creio também que certos fenomenos negativos da natureza humana comtemporanea, os quais estao relacionados a distorcao do conceito de felicidade, como o consumismo exarcebado/desejos materiais ilimitados, que geram a cobiça, a inveja, a desigualdade social, as guerras… tem um impacto direto na integridade dos cidadãos. Para nao ser engolido por esta “onda”, os conceitos de auto-estima, moral, ética, paz interior, que levam a verdadeira felicidade, devem estar muito consolidados.
Infelizmente, acho difícil que alguém aprenda a ser íntegro da “noite pro dia”, na fase adulta. Acho que as licoes de integridade nao sao ensinadas, sao sim absorvidas por “osmose” (da mesma forma que uma criança começa a falar, ela começa a ser íntegra acompanhando os exemplos dos pais, e dificilmente deixará de ser, de mesma forma que nao deixará de falar).
De qualquer forma, vale o esforço e quem sabe eu esteja completamente errado. Tudo é válido para mudar para melhor o mundo onde vivemos.
Um forte e saudoso abraco. Xande.
Sem a menor duvida eu respondo sim. Entretanto, acredito que nós vivemos numa sociedade que não incentiva isto. Estudos mostram que se tivermos a representação do comportamento ético em um gráfico, os eixos sendo os valores pessoai e a certeza da punição, teriamos uma curva, denominada isoética, assintótica a esses dois eixos. Portanto, quanto mais altos os valorea pessoais, menor a necessidade de uma certeza de punição em caso de ser apanhado. Por outro lado, valores pessoais baixos exigem esta certeza de ser punido com todo o rigor da lei. Numa sociedade que aceita de forma pacifica os seguidos escandalos que se repetem numa cadeia aparentemente sem fim e aonde os perpetradores são, se não são totalmente perdoados, até mesmo premiados, o incentivo à honestidade e ao comportamento ético é, para dizer o minimo, muito tenue.
José Carlos,
Achei o seguinte: a curva é assintótica; isto é, estende-se de – infinito a + infinito, sem nunca tocar o eixo horizontal, e portanto a função de x jamais se anula. Obrigado pela aula de estatística! Abraços.
Não aguentei de curiosidade e tive que pesquisar o que seria uma curva isoética assintótica
Sim.
Inclusive haveria menos o efeito Maria-vai-com-as-outras. Se todos são honestos, conscientes, etc, ninguém fica com cara de trouxa por ter que esperar na fila, enquanto os amigos do Rei ou corruptores passam na frente. Um círculo vicioso ao contrário (por rara, esqueci a expressão!).
Exemplo próprio é o caminho mesmo.
Estou cansado de viver em um mundo onde as pesssoas ficam alegres por que roubaram (pegar indevidamente é o quê?) 10 Reais e um Milkshake.
Uma pergunta difícil: você gostaria de viver em um mundo tão honesto quanto você?
Prezado Caio Santos, boa noite.
Boa noite a todos os amigos que estão acompanhando este fórum/discussão.
Inicialmente minha resposta seria SIM, porém lendo o texto que se segue à pergunta e sua sugestão de leitura, pude concluir, menos apressadamente, não! Claro que, não.
Àqueles que responderam sim, recomendo que leiam o artigo enviado por nosso colega Caio Santos e as leituras que se seguem. E ainda na mesma linha, mais um pensamento que me acompanhou esta semana: “Tão bom quanto, ou até melhor, do que deixar um planeta melhor para os nossos filhos, será deixar filhos melhores para o nosso planeta.” Pense nisso!!!
Abraços a todos.
Olá, Caio
Muito boa, realmente, sua pergunta.
A resposta? Sim, eu gostaria de viver num mundo tão honesto quanto eu.
Porém preferia viver num mundo tão VERDADEIRO quanto tenho me permitido ser.Comigo e com os outros!
Quando Jesus ( e aqui não tem NADA a ver com religião) disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” Ele disse uma das coisas mais importantes : tudo que é bom mesmo, liberta, um bom amor liberta, um bom trabalho liberta, uma boa amizade liberta!
Então ficamos assim: ninguém é honesto 100% do tempo.Porém qualquer um pode buscar sua verdade e refletir se ela é adequada ao momento.Não uso mais conceitos como “certo” ou “errado” e sim :”adequado” ou “inadequado” .
Tem pessoas que se dizem superhonestas só para falar coisas inadequadas. Cabe a cada um refletir se suas verdades interiores mudaram com o tempo, assim como as verdades da Física , da Astrologia mudaram.
Obrigada pela oportunidade de refletir!
Abraços
Honesto? sou e infelizmente no Brasil, você paga um preço muito caro, pois perde muito tempo se cuidando para não ser mais uma vitima em um País onde Vigaristas e Ladrões transitam impunemente em todas as esferas, você literalmente não tem para onde correr, pois até o porteiro do seu prédio é corrupto. Sua empregada doméstica passa todas as informações do que você tem dentro de casa em uma conversa formal com amigos na comunidade onde vive e que certamente há ladrões profissionais que lhe darão uma boa recompensa em troca de facilidades para terem acesso, e assim por diante.
Honestidade? Existe alguem 80% ou 90% honesto? Claro que nao. Ou se e’ honesto ou nao. Quase ser honesto ou 80% honesto nao vale.
Agora a pergunta. Somos 100% honestos? Somos honestos com nosso patrao ao receber por um dia honesto de trabalho? Somos honestos em nao contar pequenas mentiras? Adulterio…(em pensamento conta) ? E por ai vai…. Este assunto e’ delicado.
Me lembrei de uma estoria de um pai que cada dia mandava seu filho a escola com um lapis na bolsa e o garoto sempre volta sem o lapis. O pai perguntou o porque disto e o filho disse que roubavam dele. Depois de mais de uma dezena de lapis roubados o pai quiz falar com a diretora da escola e disse: “Eu queria saber o que se passa. Isto e’ uma tremenda falta de honestidade. Eu nao me importo com os lapis, e’ o principio que importa. Lapis nao e’ problema pois eu trago do meu trabalho a hora que precisar…… Deu pra entender?
Eu acredito que honestidade e’ um habito que se adquiri ao se praticar.
As vezes o honesto ao devolver o troco extra recebido e’ chamado de otario, e e ai que vem o habito. Praticar e praticar pois honestidade “is a way of life”..
Vivo em Saratoga Springs, Utah, USA onde nao fecho janelas, nao fecho portas, meu carro fica aberto quase sempre, bicicletas ficam nas calcadas, garagens abertas, as casa nao tem muros e acho isto maravilhoso, e’ gostoso viver onde todos “sao um pouco mais honestos”. Voce passa a ser honesto tambem…
É um tema simples de visão complexa, pois em qual nivel vamos discutir e chegar: pagar o guarda para não receber multa? Dar dinheiro a uma secretaria de uma pessoa que decide, para que seu porcesso saia do fundo da pilha de papeis e seja colocado em cima? parar na zona azul e sair sem pagar? pedir para um amigo ajudar a não pagar multa de uma conta atrasada? parar numa vaga de estacionamento, quando outro esta esperando? Convencer o filho de que é melhor ter eventualmente uma vida simples, mas “honesta” e não como o vizinho que tem todos os carros, viagem 04 vezes por ano para Europa e tem uma atividade discutivel? Furar uma fila e deixar os “bobos” para tras? Longo congestionamento e ultrapassar todos pela direito, pois logicamente o “unico” que esta com pressa e/ou necessidade de chegar é você? Ajudar um amigo a se eleger e depois receber beneces por isto? Vender super faturado para um hospital e/ou posto de saúde? Pegar um propinazinha num processo de compra, pois ninguém é de ferro? e aí vai…
Não sei como seria o Brazil assim, mas penso que talvez pudesse ser mais justo, gerando mais oportunidades a todos e menos diferencças entre as chamadas classes sociais …
Muita coincidência ler esse comentário…
É que hoje 08/12 é o aniverásario de uma pessoa que conhecemos no Jari de nome Erton Sanches.
A vida nos distanciou mas não esquecemos dele e sua linda família.
Se esse é o meio que a vida nos deu para cumprimenta-lo aqui vai nossa homenagem.
Caso não seja ele,nos desculpe.
Eu gostaria muito de viver em um mundo tão honesto quanto eu. As injustiças que vemos diariamente, poderiam ser minimizadas se houvesse um pouco mais de honestidade. Infelizmente ocorre o inverso, pois a desonestidade cresce, assim como a falta de educação e a falta de respeito entre seres humanos.
Mas mesmo com o crescente conflito da nossa raça devido a desonestidade, aqueles que são honestos e respeitam seus semelhantes, devem continuar “lutando” para invertermos essa situação.
Caio,
Minha honestidade com os fatos e pessoas me torna um pouco agressiva.
Gostaria sim de viver em um mundo onde as pessoas cumprissem regras, já que foram criadas para um bem comum. O que ocorre muito, são regras critadas para um bem próprio, ou seja, vamos melhorar a imagem de nossa empresa e fazer algo que está na moda, então a hipocrisia se instala. Como sou delicada como um trator, caido de páu!
É complicado conviver, então, que venham as diferenças, pois minha concepção de honestidade é maior do que discursos; está intimamente ligada ao respeito, ao cuidado e aos meus valores!
Cada qual com seu ideal de honestidade. Mas escrever Brasil com “Z” é de matar para uma pessoa patriota como eu! Por favor não façam mais isso!
Abraços
Izabel (meu nome é com “Z” mesmo).
Concordo com as respostas anteriores, mas, ah, eu gosto da diversidade.
A diversidade nos faz se sentir desconfortáveis, nos dá a possibilidade de aprender e sermos melhores ou simplesmente diferentes.
Eu me incomodo com a desonestidade que me cerca, mas não gostaria que todos fossem honestos como eu. Não teria a mínima graça.
Que bom que sou obrigado a conviver com essa sujeira.
Sim, muitas vezes sim…
So quem tem filhos sabe como eh dificil (desculpem mas meu notebook nao tem acentos) ensinar que se deve respeitar semaforo, faixa de pedestre, nao fechar cruzamento, e parecer um idiota na rua pois a maioria faz o contrario. Sem falar em pirataria, e todas as excelentes noticias que vem de Brasilia, com nossos politicos dando exemplo. Este pais eh terra de ninguem, da corrupcao e dos ‘espertos’, enquanto os que tentam ser eticos e viver atraves de valores morais sao sempre prejudicados e acabam parecendo os idiotas de plantao.
Certamente e sem duvidas! ontem mesmo perguntei a um amigo :- Onde estão as pessoas realmente honestas ( consigo e com os outros )…aquelas que como nós não dormem se esquecer de pagar a conta de luz, aquelas que realmente te desejam um bom dia, aquelas que honestamente dizem – Boa Sorte e Sucesso! onde estão essas pessoas?
Meu amigo respondeu: Devem estar todas juntas em algum lugar incerto e não sabido – precisamos encontrar esse grupo, porque ultimamente só conhecemos gente “dispensavel” ( salvo raras exceções ).
Vou convida-lo para esse grupo – rs – assim pelo menos parte dos honestos do mundo teremos por perto.
Mas ressalto que essa pergunta remete a outra:
Quanto tempo ainda resistirão os honestos?
Saudações a todos.
A pergunta não é tão difícil quanto parece, é um auto análise…
Com certeza sim! Eu me considero honesta sim e sou. Quem me conhece sabe disso e são essas pessoas que realmente importam.
Engraçado, esta semana falei com minha esposa…deve existir algum lugar decente para se trabalhar, algum lugar onde a competência e o respeito ao trabalhador caminhem juntos. Os resultados deverão ser atingidos sem a necessidade de safadezas e ” puxadas de tapete “. Com certeza deve haver….
Um abraço a todos.
Sim José Roberto, há lugares assim sim!! Não muitos… mas quando existem talvez não paguem bem, ou não sejam bem localizados ou não lhe deem fama… O que não existe é um lugar perfeito! Ou um empregado perfeito…
Mas sabe que acredito que esse lugar deva existir até em Brasília?!
rsrs…
Sim e esse seria o melhor dos mundos!
Eu procuro por este mundo em todas as ações, mesmo quando me questiono se estou preparando meus filhos adequadamente para a realidade vigente.
Sempre fui ético e honesto, sem arrependimentos, mas tomo decisões durante todo o tempo e, algumas decisões são irrepreensíveis para uma grupo de pessoas e interesses, enquanto podem representar o oposto para um outro grupo.
Portanto eu afirmo que busco um mundo tão honesto quanto a paz da minha consciência.
Um excelente final de semana a todos.
Aproveitando a frase de Gandhi no final do texto, quero dizer que tenho vivido feliz por ter a condição de me transformar aos poucos, a cada dia procurar ser mais honesto comigo mesmo e com as pessoas com quem convivo.
Não. Não gostaria de viver em um mundo onde minha honestidade fosse o padrão!
De tempos em tempos, conheço estórias e pessoas que nos comovem e nos dão o norte de como podemos ser cada dia melhor.
Ser honesto é muito mais do que não subtrair,não tomar para sí, não enganar outrem ou burlar ao sistema.
Sei que é muito díficil, mas antes de tudo devemos cuidar do nosso proprio processo de melhoria em auto-avaliações verdadeiras, influenciar outros pelo exemplo e orientar com amor aos mais próximos, sempre reservando um tempo para ajudar concretamente aqueles que estão lá, atrás no entendimento do como o mundo pode ser melhor.
Com certeza existem pessoas no mundo muito mais avançadas neste quesito que merecem ser referência para este novo mundo.
Está aí um bom processo de melhoria, tratarmos como heróis quem ajuda ao próximo sem pedir nada em troca e não é conhecido e nem homenageado.
Forte Abraço!
Caríssimo Caio Santos
Antes de ler o artigo sobre a pergunta difícil, digo-lhe que não há resposta mais simples, para mim, que não faço alarde sobre a minha vida, mas que sempre procuro mostrar pelo exemplo como nos deveremos comportar.
Resposta: sim. Todo o mundo deveria ser como aqueles que são como eu no que diz respeito a honestidade.
Aliás, arrisco a dizer que a maior (MAIOR) parte do povo português é honesto!
Arrisco mais e digo que ser detentor de poder tende a ser inversamente relacionado com a honestidade.
Não que esteja a chamar de pouco poderoso ao povo português, não é isso, mas infelizmente também o é: digo que o povo português, na sua generalidade é honesto.
Obviamente que há a necessidade, para alguns, de juntar “amigos”, mas isso é o que os imbecis fazem com grande facilidade, seu único modo de viverem: de favores mútuos.
Sobre isso, poderei falar noutra altura.
Bem haja
Vasco Lopes
Adorei esta pergunta,genial.
Penso que se todos se questionassem a este respeito talvez o mundo estivesse melhor.
Procuro ser honesta em primeiro lugar comigo mesma e por consequência sou honesta em minhas ações e com as pessoas.
Infelizmente nem todas as pessoas são honestas consigo mesmas, acabam criando mecanismos de fuga para não assumirem suas próprias verdades, sustentam “personagens” que não correspondem à sua realidade.
Acredito que a honestidade aliada ao respeito e à ética deveria ser a base de todas as relações, sejam profissionais ou pessoais.
Caio,
Em primeiro lugar quero responder à pergunta de forma direta. Sim, com a honestidade, a sinceridade e a lealdade que tenho…
Brilhante a sua questão. Estive visitando o site recomendado e fiquei satisfeita ao ler certas respostas e perceber como ainda existem pessoas éticas…
A cultura do “jeitinho” leva pessoas a tomarem pequenas atitudes que passam despercebidas como falta de ética. São mínimas gestos que podem ter grandes impactos para outras pessoas. Quanto o erro no troco de míseros dez reais pode custar à menina do caixa? Além dos dez reais que podem representar a condução de uma semana, até a demissão por falta de responsabilidade profissional. Quem será o “burrinho” da história?
Muito se fala que não se pode cobrar honestidade dos políticos, pois existem esses atos praticados no dia-a-dia e muitos respondem que não dá para comparar os milhões que os políticos tiram dos cofres públicos com os dez reais da lanchonete. Pois eu digo que é igualzinho, não importa o montante envolvido, a gravidade é a mesma.
Abraços a todos os honestos e éticos deste país pra lá de maravilhoso. Do qual a maioria dos brasileiros reclamam sem se quer comparar com países que vivem 24 horas por dia em conflito, sofrendo genocídeos quer por armas e bombas, quer por falta de comida. Mais um item para incluir na relação de atitudes éticas: não reclamar do seu país que é a sua casa, onde você nasceu e onde você construiu o seu reino, a sua propriedade, a sua família, um país que, apesar dos políticos que tem (escolhidos por quem reclama), tem uma fonte quase infinita de recursos e belezas naturais. Vamos incluir mais esse item na nossa lista de atitudes éticas: O patriotismo.
Caio, anos atrás apresentei dois homens um ao outro, pensando que ambos se beneficiariam mutuamente se viessem a trabalhar juntos. José procurava um investidor para o seu negócio e João era um possível candidato. Como eu tinha acabado de conhecer José, avisei a João que não confiasse apenas na minha referência.
Fiquei impressionado como João mantinha o foco na questão do caráter. Ele disse a José: “Eu tenho uma regra: se você mentir para mim, terminamos nosso entendimento. Não importa que isso ocorra na fase de levantamento de dados para o estudo de viabilidade do negócio ou depois de firmado o acordo. Se usar de desonestidade para comigo, nosso relacionamento termina no mesmo dia.” Meses mais tarde João comunicou-me que durante as investigações apanhou José num par de mentiras e desistiu do relacionamento profissional imediatamente.
Olhando retrospectivamente torna-se claro que João tomou a decisão correta. A iniciativa empresarial de José fracassou e ele enfrenta hoje a possibilidade de ir para prisão por suspeita de fraude nas declarações de renda.
A filosofia de meu amigo João espelha Provérbios 12.22: “O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade.” Se você está envolvido numa relação de negócios com alguém que mente para você, considere a filosofia de João. Ela provavelmente o protegerá, evitando que sofra algum tipo de dano, seja antes ou depois de firmar um contrato de negócios.
Vivemos em um mundo que transige nos padrões éticos e morais. Limites comportamentais, outrora bem definidos, têm se tornado indistintos. Nem mesmo as melhores faculdades de administração chegam a um consenso sobre um código de ética que seja universal. Na verdade, a maioria alega não existir verdade absoluta. Assim, não surpreende que virtudes como a verdade sejam levadas em tão pouca conta pelos líderes empresariais.
Um sagaz estudioso da sociedade fez a seguinte observação: “Retiramos a moralidade de dentro das universidades e dissemos aos estudantes que já não existe moral absoluta. Em consequência, em vez de colocarmos os líderes desonestos nas prisões, os colocamos em pedestais, pois estão apenas fazendo o que foram treinados a fazer.” Isto, todavia, não nos livra de sustentar padrões éticos e morais elevados no mercado de trabalho. Na verdade, pessoas que aspiram postos de liderança deviam atribuir maior importância a tais valores. Considere algumas declarações do livro de Provérbios, na Bíblia, sobre o assunto:
Desonestidade é detestável para Deus. “O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos Lhe dão prazer” (Provérbios 11.1).
Desonestidade proporciona recompensas transitórias. “Os lábios que dizem a verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa dura apenas um instante” (Provérbios 12.19). “A fortuna obtida com língua mentirosa é ilusão fugidia e armadilha mortal” (Provérbios 21.6).
Desonestidade resulta em punição. “A testemunha falsa não ficará sem castigo, e aquele que despeja mentiras perecerá” (Provérbios 19.9).
Desonestidade engana o enganador. “Saborosa é a comida que se obtém com mentiras, mas depois dá areia na boca” (Provérbios 20.17).
Paulo disse em sua carta aos Corítios “- Sede meus imitadores, assim como eu sou de Cristo…” quanta confiança em suas atitudes ele teve de ter para fazer tal afirmação…
Desta forma minha percepção é de que se formos juízes sobre nós mesmos que juízo haverá? Se decidirmos nós mesmos, baseados em nossas próprias crenças pessoais, o que é ou o que não é honesto, como haverá um fiel na balança… Se moramos no Brasil é a Constituição Brasileira que estabelece as regras…se moramos nos Estados Unidos é a Constituição Americana que diz sim ou não…se somos filhos de Deus é a Bíblia a determinar a linha divisória…fico com a Bíblia – aplicável aqui, nos Estados Unidos e até nos confins da Terra…e que Deus seja o fiel de nossas balanças…
Excelente questão, que me fez pensar a respeito do que pensamos normalmente de honestidade e ética.
Tendo como pressuposto que a percepção de honestidade é dependente do ambiente e da sociedade (micro e macro) em que estamos inseridos, assim como a ética (o exemplo dos piratas do artigo vem a calhar), acho que a maioria de nós procura se situar em um grupo, ou em uma escala mais ampla, em uma sociedade tão honesta como nós nos vemos.
Evidentemente, nosso raio de ação é maior nos grupos menores e mais próximos do que nos maiores.
Isso se traduz na escolha e manutenção dos amigos, escola dos filhos e, mesmo, local de trabalho. A decisão de entrar para um “Encontro de Casais” muitas vezes está mais relacionada à busca de pessoas com valores éticos semelhantes aos nossos do que a religião.
Em uma sociedade tão heterogênea como a brasileira, geográfica, cultural e economicamente falando, a importância de estarmos em grupos tão honestos como nós é ainda maior. Tão honestos no sentido de seus integrantes cometerem os mesmos deslizes que nós (colar nas provas, ouvir uma conversa por entre as paredes, por exemplo).
Será que isso vem da necessidade de não nos sentirmos culpados das nossas pequenas faltas diárias?
Gostaria de colocar uma questão subjacente e que está martelando minha consciência neste momento.
Vivemos em sociedade. Sociedade nada mais é que a soma de individuos, soma aqui considerada de forma ampla.
Todos nós, confrontados com essa pergunta genial,e eu reforço, todos nós, respondemos positivamente ao desafio.
Ora, se o tecido social é formado por nós, nossas familias, nossas empresas, nossos bairros,nossas cidades, nosso país, como se torna possivel que ao final tenhamos um todo menor que as partes? Estamos sendo lenientes em nossa capacidade de exigir dos outros o mesmo comportamento ético que exigimos de nós? Nesse caso, queremos realmente viver em um mundo tão honesto como cada um de nós? Ou estamos compactuando com os pequenos deslizes dos outros (dos outros?) e nesse caso nos tornando sócios e co-autores dessas pequenas desonestidades? Será que exercemos essa nossa honestidade e esse nosso comportamento ético de forma ética – no sentido de realizar uma escolha e conviver com suas consequencias?
Fica a questão.
Ola Caio. Voce fez uma otima pergunta, mas antes de responder eu gostaria de saber o que voce define como HONESTIDADE. Existe uma definição para o que é ser honesto, qual a diferença entre ser honesto com nos mesmos e ser honesto para a sociedade, ser honesto é cumprir a lei ou uma norma do grupo ao qual estou mais ligado, e quando esta lei ou norma não tem sentido? Uma outra palavra que ate agora não vi uma definição convicente é o que define o nosso grupo, ETICA? O que é isso? Acho que cada um de nós tem uma definição ou internaliza um conceito diferente sobre o que é ser etico.
Saudações
Wilson Pimentel
Oi Wilson,
A minha definição sobre honestidade segundo a discussão que apresentei é: ter a intenção, falar e agir de acordo com os valores de nossa consciência (nossas crenças), independente de supervisão externa ou ameaça de punição e sem necessidade de dar justificativas para outros e/ou para nós mesmos.
Obviamente a profundidade deste conceito varia de acordo com o nível de consciência de cada pessoa, como no exemplo citado do Dalai Lama.
O bottomline do texto é: a única solução é assumirmos responsabilidade pela nossa própria desonestidade e decidirmos nos tornar realmente honestos. Alegar que eu sou honesto e que os outros não são é uma resposta pobre para a transformação que precisamos fazer no mundo.
E o começo de tudo é que cada um de nós ilumine e explore nossa própria consciência para conhecer nossas “sombras” (pontos fracos e as sujeiras esquecidas debaixo do tapete). Consequentemente estaremos “de volta aos trilhos” aprimorando nossos valores e crenças!
Esta discussão está fantástica e agradeço a todos pelas magníficas contribuições!
Abraços
A resposta é sim. Gostaria muito de viver num mundo tao honesto quanto eu sou. A questão é o conceito pessoal de honestidade…Duas definições similares:
a) o ato, qualidade, ou condição de ser honesto. Isto pode incluir ser a pessoa ou instituição verdadeira em seus atos e declarações, não propensa a enganar, mentir ou fraudar; sem malícia.
b) qualidade de quem age de forma séria.
Mas paquerar, desobedecer limites de velocidade, avançar o sinal entre outras coisas citadas não é ser desonesto. É livre arbítrio.
Assumir o que faz, o que diz, é ser honesto. Este mundo seria bom assim.
Muito boa questão Caio.
É uma questão de muitas interpretações e que vai dos aspectos pessoais até os sociais, de questões éticas e morais até legais.
Várias comentários mencionam percentual, 80% honesto, 60% do tempo, etc.
E sobre ser ser ativamente honesto ou passivamente honesto?
Há os neutros, cuja honestidade é uma questão de conveniência em vez de consciência.
E há os passivamente desonestos e ativamente desonestos – acho que nem preciso comentar.
Me parece que em geral somos passivamente honestos: é difícil ser ativamente honesto.
Até podemos ser ativamente honestos no que diz respeito a questões de integridade, de dar feedback a colegas e amigos sobre alguma questão menos sensível e compartilhar nossa visão como neste fórum por exemplo.
Ser ativamente honesto numa esfera social mais ampla e no aspecto legal é bem mais díficil. Por exemplo, é fácil encontrar estudantes que agem corretamente sem colar. É improvável entretanto que um estudande aponte erro do outro e exija do professor uma atitude em relação ao colega que cola. Socialmente, a honestidade passiva é tão difícil que precisa ser ocupação profissional para ser aceita.
Se genuinamente queremos um mundo mais honesto, será que sermos passivamente honestos é suficiente?
Abracos e parabéns a todos,
Carlos Barbosa
Fazendo referência ao seu exemplo: alegar que o outro aluno colou e pedir ao professor uma punição é uma resposta fraca. A melhor resposta seria que este aluno que está vendo a situação reflita e internalize a pergunta: porque estou passando por esta situação? o que estou plantando para colher isto? Em algum momento da minha vida colei de alguém e prejudiquei esta pessoa?
gostaria de viver em um mundo tão honesto quanto você?”
O que é honestidade? Sobre qual visão traçaremos o conceito desta palavra?
Ser honesto é práticar atos que sobre a minha ótica está correto ou que não agridam valores e príncipios que foram formado pela cultura local e ou familiar?
No dicionário conceitua a honestidade como: 1. Que procede de acordo com as normas (legais, morais etc.) aceitas na sociedade (homem honesto). 2. Que tem ou demonstra honradez, nobreza de caráter (atitude honesta); DIGNO; PROBO 3. Que satisfaz, que é adequado, correto. 4. Casto, pudico.
Na definição 1 o questionamento é a nossa legislação é melhor ou pior que a muçulmana, pior que a Americana? Podemos usar a Pena de Talião? Ou o uso do aborto? Ser honesto é quem não rouba ou que quem sobre a sua ótica pega frutas no pomar do vizinho para não ver seus filhos mortos.
No item 2 Nobreza de caráter: Se o mundo acabasse hoje e você pudesse levar 2 pessoas com você e tivesse que escolhe entre um aidetico, uma pessoa com câncer, uma criança ou um estuprador, quem você levaria? E se essas pessoas fizessem parte da sua vida, mudaria de opinião?
Item 3 e 4 Correto, púdico: Poderiamos arguir sobre diversas culturas e percepções, qual seria a mais correta.
Ou seja, tudo isso faz refletir um único ponto, qual é a sua percepção individual sobre honestidade? Esse é um tema ambíguo e cheio de viéz.
Boa noite a todos!
Gostaria de expressar o meu pensamento sobre o tema embora eu tenha observado que vários comentários preponderantes já foram apresentados, eu tenho um ponto de vista que vai um pouco além do meramente ser isso ou não ser aquilo.
Para quem puder entender e sei que alguns entenderam o caráter do homem é uma pedra bruta que deve ser lapidada dia após dia até se tornar polida e apta a se encaixar em qualquer construção social.
Esse pequeno preâmbulo é para justificar o que penso e como penso sobre o conceito honestidade. Em verdade esse problema de ser honesto para a grande maioria deriva do meio em que estas pessoas vivem dos valores que elas compartilham e dos exemplos que elas recebem. Como disse a Rayssa, ao saber do ato de seu colega o sentimento que lhe tomou conta foi o de repulsa e se ela expressou isso a esse amigo ele certamente se colocou a pensar e se não, ao menos da próxima vez com ela não dividirá essa façanha abominável.
Pois bem, imaginemos que fosse o contrário. Se ao contar esse fato, o dito amigo recebesse uma salva de cumprimentos. Obvio que ele se sentiria motivado a agir da mesma forma em outras ocasiões.
Usando o paralelo traçado Carlos entre honestidade passiva e ativa, diria que temos também a chamada honestidade de conveniência, ou seja, sou honesto enquanto me convém. Sou honesto ao criticar e comparar as ações do outros, mas se o fato ocorre comigo eu encontro alguma forma de justificar. Sou honesto até certo ponto. Se eu achar uma mala no aeroporto com USD 100.000, por exemplo, eu não devo devolver porque embora ela não seja minha, se eu devolver é provável que quem a pegue também não devolva.
Enfim como diz aquela celebre frase popular, não existe mulher meio grávida, logo não há como ser meio honesto também. O tema foi excelente, pois traz a reflexão um valor que ano a ano esta se perdendo por conta de justificativas estapafúrdias, do tipo: Melhor que seja eu do que o outro; Todos fazem e etc.
Parabéns a todos pelos comentários e Caio por ter levantado o debate.
Se fossemos honestos, simplesmente honestos até porque é um erro dizer que sou mais ou menos honesto, como dito acima, ou se é ou não, precisaríamos de menos regras e Leis, e com certeza teríamos uma sociedade mais justa e promissora.
Abraços a todos.
Olá Caio,
Entendi o seu ponto sobre começar a transformação do mundo por nós mesmos.
Fiz uma alusão en passan a isso quando mencionei “integridade” e considero que é por aí quea transformação começa, fundamentalmente.
Quando você se refere ao aluno que vendo o outro colar deve refletir “o que fiz eu para que ele cole”, é uma visão de instant karma e concordo que a reflexão é necessária.
Entetanto, existem desonestos ativos no mundo (há inúmeras evidências domésticas e internacionais, modernas e históricas e em todas as culturas – um exemplo? caso recente: Madoff). É por isso que fiz a pergunta: será que é suficiente a honestidade passiva de dar o bom exemplo sem a honestidade ativa, que extende a luta ao ambiente social e em que o ‘combate’ tem potencialmente consequencias mais dramáticas?
Devemos nos manter eternos aprendizes, melhorando internamente e apenas dando o exemplo? Será que isso por si vai corrigir os Madoffs do mundo? Quantos tiveram a oportunidade de interromper o crescimento da prirâmide e por alguma razão (e são tantas) optaram por adotar uma atitude honesta passiva?
A Raissa deu um bom exemplo: Jesus se transformou e foi transformar os outros ativamente dedicando tempo e esforço além de ser exemplo. A história mostra a coragem que ele teve e os riscos que aceitou ao optar pela honestidade ativa.
Abraços.
Oi Carlos,
Excelente pergunta. Quanto ao caso Madoff gostaria de colar aqui um pequeno trecho do livro Jesus, CEO de Laurie Beth Jones que sinto que vai nos ajudar a refletir:
He did not waste His time judging others.
Jesus saw judging others as a major energy leak. He stated many times that he did not come to judge but that he came to help. He did not spend one minute on the demolition crew. He spent his energy on creation and restoration. Judging others was not his job.
He said, “I do not judge you. Your own words judge you.”He knew our accountability. He trusted each of us with our choices.
Judgment halts progress. When we as leaders judge others, we inhibit our own forward motion. Also, when we judge others, we are not doing our job because we are not in sync with the energy that moves us forward.
Sometimes we judge in ways we are unaware of, such as looking to see where they are in the race.
Jesus said to Peter, “What business is it of yours what I say to John? “Keep your yes on your on forward motion.”
He judge no one because he knew the final count was not in yet. Even the thief nailed on the cross beside him made it into Paradise because, with his dying breath, he acknowledge and saw the truth. Jesus said, “C’mon,buddy. We’re going home. I want you to meet my dad.”
Jesus did not waste his time or energy judging others.
Question
Do you have energy leaks caused by judging others?
Question
What kinds of things can you do to support instead of judge?
Abraços!
Sim. Boa questão.
Abraços.
Meus amigos, que debate bacana!
Bom lá vou eu com meus pitácos. Para mim, que sou muito prático e muito esotérico ao mesmo tempo como cabe a um nativo de escopio, fica uma pergunta…
Já não está comandado esse assunto?
Deus já não escreveu os Dez Mandamentos?
Mãos na consciencia e …
Quem de nós atira a primeira pedra? (na vida inteira eu falo!)
Ninguém nunca mentiu, ou por medo ou para defesa própria, ou por interesse vaidoso ?
Ninguém desejou o que não deveria, e de repente percebendo isso voltou imediatamente a se colocar em seu lugar e afastou dos pensamentos um desejo que poderia prejudicar outra pessoa? Ou não, foi simplesmente em frente…
Minha opinião prática me orienta a pensar que honestidade e desonestidade
são rotinas do cerebro humano!
A vida ou os velhos que me ensinam a operar e me comportar corretamente frente a cada caso em particular!
Acho que são assim como as rotinas desenvolvidas nos sofwares que usamos… O próprio Linkedin tem inúmeras rotinas que interessam mais ou interessam menos aos mentores do site.
É igualzinho, eu acho.
Existem milhões de rotinas assim dentro de nós, e quem de nós não foi algum extremo das rotinas, como a ira, a vingancinha, alguma vez na vida?
Éééééé…. fomos sim.
Pode ser não que não fomos á fadiga da rotina, mas que todos um dia chegaram a elevar o ponteirinho até quase o vermelho, chegamos.
É o livre arbitrio!
Até o Filho Dele, do nosso Grande Arquiteto do Universo que ditou as 10 regras maiores foi! … No templo, tem aquela história da expulsão dos mercadores, na base da ira, da chibata, não tem? Claro! é uma atitude humana!
Sabe pessoal, eu acho que são muitas as rotinas, mas é verdade que existe é que as rotinas são prioritárias, em um sentido ou em outro!
Alguns, fazem telas mentais para ganhar dinheiro, e vêem o dinheiro em suas telas, e até ganham! e depois não sabem o que fazer com ele.
Outros fazem telas mentais para conseguirem ser felizes, acabam em um lugar maravilhoso, com uma pessoa maravilhos, criam filhos maravilhos.
É assim que acontece não é mesmo?
Conheço uma máxima, todos conhecem, e se os humanos pelo menos respeitassem essa, o mundo já seria muito melhor:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade. e fica por aí?
Não, não fica não!
Liberdade tem regras, a liberdade de um ser humano termina exatamente no mesmo ponto onde a liberdade do outro ser humano começa. A fronteira é determinada entre os seres humanos de comun acordo.
Igualdade tem regras, As enfermeiras são iguais entre si, os médicos são iguais entre si, mas, as enfermeiras não são iguais aos médicos, para que sejam precisa lutar pelo diploma que lhes conferiria habilidades maiores, independente de ambos trabalharem para salvar vidas e abrandar sofrimentos físicos.
Fraternidade, isso que estamos fazendo aqui ajudando-nos uns aos outros, essa não tem regras.
Valdri Cinquini
O mundo em que vivemos é reflexo daquilo que somos. O texto não fala claramente, mas é uma questão de valores e a aceitação de o que você
faz com os outros seja considerado bom caso seja a você.
A questão central é ter a real do noção do quão (des)honestos somos e conviver com isso.
Gostei muito dos comentários, mas acho que devemos lembrar que o “super sincero” e ” super honesto” tem os seus downsides. Toda situação tem.
Refletir sobre o que falamos e como vivemos até agora para tomar o controle do quão melhores seremos a seguir!
Abraço
Angela Dorothy
Angela! muito sintético, real e comunicativo o formato de sua sua explanação!
Parabens,
Valdir Ciquini – valdir@altamidia.com.br
Please excuse my English text. One helpful fact concerning this discussion is the instinct of survival, which each one of us feels in varying degrees, consciously and unconsciously, every day. The more we are concerned with survival, the more likely we are to stray from a more innocent, honest, and spiritually true path. It is the quality of one’s human condition, which tests that persons true character. How we manage our inherited situations, and what we do with what we’re given, is a significant part of what separates the honest from the dishonest. In other words, the intrinsic inclination towards or away from honesty varies from one person to the next, while varying exigencies of survival, play commensurate roles in influencing one’s higher affinities. This is the difference between life on Earth, and perhaps, some other place.
Sem sombra de dúvidas minha resposta é SIM: gostaria de viver em um mundo tão honesto quanto eu!
Minhas maiores realizações pessoais e profissionais se devem a sinceridade, simplicidade, humildade, honestidade…
Durmo tranquilo!
Tudo se resume ao EGO.
Para os psicólogos e para as pessoas ditas normais, o EGO é apenas um sentimento que existe no mundo animal/racional, ligado a identidade de cada um.
Para o esoterismo, o EGO é a besta interna, ou seja, é o verdadeiro demônio.
Quando vemos uma notícia de guerra ou atrocidade na televisão, os fanáticos religiosos pensam: “São pessoas possuídas pelo demônio” e nós pensamos: “São pessoas gananciosas que fazem tudo pela conquistar o que querem”.
A verdade é que todos estamos certos. Porém a ganância, desejo de conquista material ou poder é o próprio EGO, ou seja, é o EGO coletivos (de todo ser humano) que causa os males no mundo, inclusive a guerra.
Quando um cristão encontra na sua bíblia algo como: “Esse mundo é do Satanás” realmente é verdade: é o mundo dos humanos que comandam. Todo mundo tem EGO e juntando todos eles, vira isso que sabemos muito bem, hoje. Essa desortem mundial, que é uma verdadeira bomba relógio.
Todo ser humano possui um demônio interno, mas pois poucos sabem disso. A maioria prefere achar desculpas, justificar sua imperfeição inclusive apoiando-se na bíblia cristã.
O demônio de chifres, vétido e vermelho não existe. O demônio (sant daemon) vive dentro de cada um, bem escondido, é o EGO.
Bebês sao inocentes até os 5 anos (99%) deles, porque não desenvolveram o EGO ao decorrer da vida. Depois dos 5 anos de idade o EGO começa a proliferar dentro dele, de acordo com a sociedade e condições em que vive.
A única coisa que combadte o EGO (mas não o destrói por completo) é a consciencia desperta, Consciência Ignea.
É por isso que mesmo nas favelas existem pessoas boas e honestas. Porque a consciência delas consegue equilibrar o EGO interno.
Abraço e
parabéns pelos tópicos.