Que tal falar menos para escutar o que o mundo quer te dizer?

13 jul

etiquetarPara ler este texto você vai precisar desligar o piloto automático por alguns minutos e realmente colocar sua atenção nestas palavras. E isto, por mais óbvio que possa parecer, não é algo simples.

Nos dias de hoje, na era da informação, podemos considerar que dois artigos raros e preciosos são nosso tempo e atenção. Por isto, além de fazermos duas ou três coisas simultaneamente, ainda deixamos o volume dos nossos pensamentos ligado nas alturas! Repare: quando você conversa com alguém sua atenção está no interlocutor ou nos seus julgamentos a respeito do que está sendo dito ou do próprio interlocutor?

O ponto crucial é que nossa mente é ávida por definir, etiquetar e categorizar as informações de acordo com os nossos julgamentos. Trocando em miúdos, nossa mente é uma máquina de etiquetar, como aquelas dos supermercados de antigamente e, muitas vezes sem perceber, acabamos etiquetando previamente tudo e todos: coisas, animais, pessoas, lugares, idéias, pensamentos etc.

É o famoso ditado: a primeira impressão é a que fica! Fulano é assim, cicrano é assado, ela é falsa, ele é confiável, cachorros são adoráveis, esta cidade é terrível, brasileiros são felizes, políticos são picaretas, funcionários só dão dor de cabeça, carros desta marca não prestam, homens são desse jeito, mulheres são possessivas, meu vizinho é um encrenqueiro, correr atrás dos sonhos é coisa de maluco, ser feliz é utopia etc.

A questão é que quando usamos nossa “máquina mental de etiquetar” e criamos julgamentos sobre tudo a nossa volta, deixamos de nos conectar genuinamente com a vida em si. Algumas vezes estes julgamentos são tão limitantes que nem nos permitimos vivenciar alguma coisa ou conhecer alguém!

Um novo ponto de vista que gostaria de apresentar é que, ao mudar nossos julgamentos (etiquetas) sobre as coisas, pessoas e idéias, nossas experiências mudam! Isso mesmo! Nossas experiências mudam! Obviamente estamos falando mais uma vez sobre conceitos, mas que já podem ajudar a despertar algo interessante. Pare um minuto para pensar que julgamentos (etiquetas) você coloca:

  • Em você mesmo?
  • Na sua esposa/marido/filhos/pais?
  • No seu trabalho/colegas/chefe?
  • Nos seus amigos?
  • Nas pessoas que tem ou teve algum desentendimento?

A chamada é para abandonar nossos julgamentos e realmente nos permitir experienciar a vida de forma genuína. Escutar mais! Algumas pessoas fazem cursos de oratória, mas pouquíssimas param para escutar as pessoas com interesse genuíno, sem julgamentos e etiquetas prévias. Precisamos de menos cursos de oratória e de mais cursos de “escutatória” no mundo!

Se quiser experimentar um pouco mais sobre como seus julgamentos interferem nos objetivos que você tem buscado em sua vida, entre em contato para fazermos, gratuitamente via Internet, o mini-curso “Manejo de Crenças®”. http://www.avatarepc.com/html/belief(por).pdf

São apenas duas horas que podem trazer descobertas transformadoras! Basta instalar o software gratuito http://www.skype.com/ em sua máquina e ter uma conexão Internet Banda Larga.

Uma ótima semana!

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13 Respostas para “Que tal falar menos para escutar o que o mundo quer te dizer?”

  1. Waldir Cinquini 13/07/2009 às 6:14 PM #

    Escutar e também Ouvir não é Caio? (rs)
    Abraços, Valdir.

  2. Tamara Fracalanza 14/07/2009 às 10:45 PM #

    Caio, gostei muito da sua colocação e te falo que esse é um fato real e recorrente nos dias de hoje, como nunca antes vimos. Acredito que hoje o mais importante é valorizarmos os momentos, vivenciando-os intensamente. Também precisamos reaprender a compreender a importância do silêncio e do ócio. Outra coisa, lendo o texto, queria expor algo que Aristóteles pensou há muito tempo atras: que o homem categoriza e rotula tudo o que conhece através dos seus sentidos, ou seja, só sabemos que a cadeira é cadeira porque a vemos e assim a rotulamos. Sendo assim, quase que parte da natureza humana é criar rótulos, pois só assim conseguimos nos ambientalizar. No entanto, quando se trata de nós seres humanos, a quantidade de variáveis que dizem respeito a nossa personalidade, nossa existência, etc etc são tantas que existem muitas combinações possíveis de forma que fica difícil dizermos qual é a real combinação de cada um e, mais ainda, dizermos o que é certo e o que é errado, o que dá certo e o que dá errado. É muito comum sermos surpreendidos por pessoas que esperavamos uma dada reação, mas a ação foi totalmente diferente e pode até ser melhor do que imaginavamos, por assim dizer. Ou seja, tentarmos entender o outro é natural, precisamos disso, categorizar de uma certa maneira também é natural, mas dai vir a julgar a pessoa é que o problema ou o significado que está por de tras destes rótulos e categorias. O grande ponto da questão é o que fazemos com o que conhecemos das pessoas, a aceitamos ou a menosprezamos ou ainda a superestimamos?
    Valeu pelo comentário! Muito bom!

  3. Marco Barbosa 15/07/2009 às 9:19 AM #

    Caio,

    Excelente texto! Realmente, não basta escutarmos, precisamos nos preparar, não só para receber a informação como tentar compreender o contexto dela por parte do interlocutor. Grande parte dos conflitos do mundo se dão pela diferença da percepção que as pessoas possuem sobre cada assunto.
    Como rotulamos toda a informação que recebemos, temos a tendência de não buscar outras formas de interpretá-las.

    Parabéns,
    Abraço,
    Marco.

  4. Saulo Martins 15/07/2009 às 11:00 AM #

    Caio,
    uma das melhores pérolas postadas até aqui!
    parabens!

    http://saulomartins.blogspot.com/2009/04/desista.html

  5. Sudan Trevisani Martins 15/07/2009 às 3:23 PM #

    Olá Caio,

    O seu texto é muito bom, realmente é para se parar e refletir sobre o tema proposto.

    Parabéns e abraços.

  6. Horacio Fialho Moreira 15/07/2009 às 6:15 PM #

    Caio

    Bem legal o seu texto, parabéns.
    Também entendo que julgar é para quem quer fugir da verdade interior.
    E outra: temos 2 ouvidos e uma boca, é a própria natureza indicando…

    Abraços!

  7. Ana Paula 15/07/2009 às 9:02 PM #

    Caio,

    Adorei o blog e esse post. Por coincidência li um texto hoje do Rubem Alves que fala sobre escutatória.
    Tá tudo de muito bom gosto, com texto conciso e respeitoso ao Harry.

    bjão.

    Ana

  8. Antonio Carlos Bittencourt 16/07/2009 às 4:02 PM #

    Um tema muito importante e com certeza a maioria de nós o conhece, mas poucos de fato o praticam!

  9. Denise Ferrari 16/07/2009 às 7:41 PM #

    Caio,
    Gostei muito do texto. Segue a linha do pensamento budista do desapego: no caso, o não-apego aos próprios pensamentos e idéias preconcebidas.
    Acho que a necessidade de fazermos mais de uma tarefa ao mesmo tempo tem muita semelhança com o ritmo acelerado dos nossos tempos… mas isso não tem trazido felicidade às pessoas.
    A sugestão de falar menos e escutar o q a vida quer dizer-é perfeita!
    Obrigada pela contribuição!

  10. Elisangela Saraiva 17/07/2009 às 5:05 PM #

    Olá Caio,

    Ótimo texto. Nos limitamos muito através dos julgamentos. Deixamos de lado muitas possibilidades por colocarmos como verdade o que ouvimos sem termos experimentado e tirado a nossa própria conclusão. Eu sinto-me bem aberta às experiências, inclusive não quero replicar a conlcusão dos outros, sinto a necessidade de conhecer, experimentar e etr mais informações para depois entender o que percebi. Mas, é um exercicio constante nos livrarmos das primeiras conclusões ou das influências. Para mim, existe sempre uma “caixinha de surpresa”, pode ser positiva ou negativa, mas é preciso abrí-la.

    Um abraço e obrigada por ajudar a reforçar essa reflexão.

    Elisangela

  11. Erika 19/07/2009 às 11:54 AM #

    Ótimo Caio, precisamos a aprender a ouvir sempre mais do que falar e não colocar nossos julgamentos sobre o que estamos vendo,pois muitas vezes ou na maioria das vezes eles estão errados,somos todos bons precisamos colocar este conhecimento em prática em nossas vidas,um amor genuino sem julgamentos essa é a nossa grande tarefa vale a pena nos esforçarmos para mudar e colocar isto em pratica em nossas vidas.
    Abraço Erika

  12. Raissa Kahn 19/07/2009 às 12:15 PM #

    Caio,
    muito interessante o post, parabéns!

  13. Carlos Henrique 17/12/2011 às 6:59 PM #

    Gostei muito de como você expôs essa forma de pensar,pois eu queria muito aprender a falar menos e ouvir mais;o artigo foi tão bom que achei pouquinho se tiver mais a respeito posta pra gente por favor,garanto que vc pode ajudar muita gente como eu….Um abraço.

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