O assunto “Despertar da Consciência”, apesar de ser alvo de estudos de diversos cientistas, pesquisadores e filósofos, ainda é um tema desconhecido para a grande maioria das pessoas.
Talvez ainda seja esta grande nuvem cinzenta, pois não havia interesse, em plena era industrial, que as pessoas adquirissem conhecimento para tornarem-se fonte de suas vidas e questionar as doutrinações que vinham sendo repassadas de geração em geração como uma epidemia de gripe.
Só para ilustrar como este assunto tem sido retratado há séculos, gostaria de compartilhar com você uma parábola escrita pelo filósofo Platão – A Alegoria da Caverna – para ajudar a traduzir os conceitos de uma forma leve e divertida.
A idéia consiste em pessoas que vivem numa caverna e acreditam que o mundo real é aquilo que aparece na parede: sombras formadas pela luz que entra pela única fresta existente. Estas pessoas lutam contra qualquer um que diga o contrário. Abaixo, uma história em quadrinhos do Piteco, personagem do Maurício de Souza, que capta perfeitamente a essência do que Platão queria dizer sobre as sombras que limitam nossa vida.

Despertar da Consciência significa:
- Mergulhar em suas crenças, descobrir porque você decidiu acreditar em tudo que acredita e aonde isso vai te levar;
- Aprender a manejar a sua atenção para seus objetivos e não deixar com que ela fique grudada como um chiclete nos medos e limitações que drenam a sua energia criadora.
- Aprender de forma prática como transcender sua mente para retomar o controle sobre ela e todas as emoções que você hoje acredita serem mais fortes do que você;
- Reconhecer que efeitos os julgamentos/ opiniões que você tem das coisas, pessoas, idéias e experiências tem na sua percepção de perceber a vida como ela é;
- Reconhecer efetivamente que somos todos um e que tudo o que eu faço com você (idéias, intenções e ações) é o que faço comigo mesmo.
Além desta interessante ilustração, gostaria de apresentar Jill Bolte, pesquisadora e cientista de Harvard especializada no cérebro humano. Jill sofreu um derrame anos atrás e foi testemunha de uma experiência impressionante onde assistiu o cérebro se desativar pouco a pouco e teve uma experiência de expansão da consciência que narra em detalhes neste vídeo. Tem legendas em português e basta selecionar clicando em “view subtitles” abaixo do vídeo.
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Abraços e ótima semana!
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Tags:Curso Avatar, expansão da consciência, Harry Palmer, jill bolte, maurício de souza, platão



Adorei o vídeo! Estava com esse livro separado (na fila) para lê-lo, mas estou pensando em cortar a fila e pô-lo na frente. Eis o livro: http://www.scribd.com/doc/16007616/Jill-Bolte-Taylor-A-Cientista-que-Curou-o-Proprio-Cerebro
Oi Jacqueline,
Obrigado pela dica do livro! Deve ser sensacional!
Abraços.
Caio,
Como sempre, adorei a abordagem ao assunto. Maravilha! Um forte abraço.
Um post maravilhoso. Não consegui encontrar as legendas em portugues.
Oi Bosco,
Que bom que gostou! Obrigado!
Para acessar as legendas você precisa clicar em “view subtitles” em vermelho abaixo do vídeo. Logo em seguida aparecerá um menu com diversos idiomas.
Abraços e ótima semana!
Oi Caio! Muito bom esse texto, os quadrinhos e o filme!
Já vi que qualidade é algo que você tanto preza quanto compartilha! Abraços
Impressionante!! Tudo realmente é uma questão de escolha. O livre arbítrio.
Parabéns pelo input.
Suani
Maravilhoso o depoimento da dra Jill.
Grato Caio.
Vale mandar para muita gente!!!
Impressionante. Nunca havia visto um relato tão interessante desta passagem em vidas humanas. Nos leva a despertar nossa consciência para à nossa grandeza e também à nossa pequenez. Recomendo o vídeo!
Muito legal, Caio. Nos faz pensar sobre como lidamos com a vida.
Gostei bastante do vídeo! Espero um dia conhecer o evento, repleto de palestras inspiradoras: http://www.ted.com/pages/view/id/5
Recomendo um livro muito gostoso de se ler: “Ei tem alguém aí!”, que apreciado com atenção nos remete a nossa vã ignorância quanto ao aspecto humanistico nas nossas relações.
Hoje vivemos algo misturado entre o materialismo, o renascentismo, a escolástica.. enfim, perdemos nossa noção de conhecimento como um todo.
Assim, quando participo destes grupos sobre a consciência, sempre lembro a todos que existe um vasto conteúdo gratuido para alimentar nosso conhecimento “sendento” de sabedoria
Absurdamente simples, invariavelmente necessário, muito bom !
Nem sei o que mais me impressionou, a realidade dura da repetição da Alegoria das Cavernas ou a chocante experiência da cientista.
De qualquer forma o que vale é o que nos fez refletir, e isso é o que clareia nossas convicções, certezas e posições.
Adorei, obrigada.
Teresa Fonseca
Quem você pensa que é? Implica diretamente no modo como o Sujeito está afetado em suas relações com o Outro. Assim, “Quem você pensa que é” ao se representar (identificar) com o Outro é que é respondido. Ou seja, a pergunta é quem eu sou para o Outro (por comparação…)
Muito bom! Adorei! Vou começar a ler o livro hoje!
Parabéns, achei fantástico a visão retratada através dessa genial abordagem.
Como pelo próprio Caio em sua resenha, este tema apesar de ser objeto de estudo de muitos pesquisadores, cientistas, filósofos e etc., é ainda um assunto desconhecido da maioria das pessoas, o que por si só é uma grande perda. Em verdade já existem inúmeras Universidades pelo mundo trabalhando no estudo desta capacidade do ser humano em ver e sentir além dos olhos e dos atuais padrões estabelecidos como inerentes a raça humana. É o que eles denominam como o “terceiro olho”.
Alguns pontos deste tema nos levam a repensar algumas das idéias já colocadas em debate por filmes como o “Quem Somos Nós” e “The Matrix”, nos quais seus idealizadores/criadores nos conduzem a rever as nossas crenças sobre as muitas coisas que admitimos como verdade ou mentira, possível ou impossível, real ou fantasia.
Eu penso que programas, documentários, filmes ou qualquer outro meio de informação que apresentem debates, idéias, pesquisas e depoimentos como estes que podemos apreciar neste vídeo deveriam integrar a grade dos canais convencionais de TV e não ficarem restritos apenas aos canais de mídia eletrônica ou em canais televisivos como History e Discovery Chanel. Bem que a Globo, Record, SBT e outras mais que vivem buscando tanto, matérias para seus programas de jornalismo poderiam dar maior divulgação a isto.
Do ponto de vista filosófico o que eu enxergo é que o ser humano esta a cada momento caminhando mais na direção contraria, pois quando se fala em buscar a luz, nem sempre se esta falando em termos religiosos, muito pelo contrario, o buscar pela luz representa buscar conhecimento, sabedoria. Lamentavelmente, tudo o que o homem tem feito com a ajuda da grande mídia é caminhar na contramão em direção a escuridão e, embora os avanços tecnológicos sejam impressionantes estamos ficando cada vez mais primitivos e cegos.
Caio meus parabéns pela descoberta do tema e, sobretudo por tem compartilhando conosco.
Pessoal,
Obrigado por compartilharem seus pontos de vista! Realmente é muito gratificante questionarmos o que de fato é importante para nós.
Sandro,
Eu acredito que a mudança externa (mídia, mercado corporativo, sociedade etc.) só será uma realidade compartilhada quando começarmos a mudança dentro de cada um de nós. Cada documentário/filme que você citou começou a partir dos sonhos de alguém. O que será que podemos criar a partir de nossos sonhos?
Quero compartilhar um breve vídeo muito bacana que ilustra bem isso:
http://vodpod.com/watch/2412926-o-ponto-tudo-comea-pela-sua-deciso?pod=decidaserfeliz
Abraços a todos!
Caio,
Tanto seu blog como esse tema são muito interessantes, sobretudo porque, por minhas poucas convicções e pragmatismo em relação a tudo aquilo que se vêm apresentando como tábuas de salvação da humanidade, tendo a não me sensibilizar com histórias, vivências e outros “apelos” emotivos-psico-religiosos marqueteiros, como os que andam bombardeando as mentes de nossa época pelo diversos meios disponíveis.
A parábola é bem divertida. Li Platão, Sócrates (sobre ele) e Aristóteles, além de outros tantos por aí. Vejo que a associação foi bem feliz, bebendo na fonte do lúdico, suavizando com o toque de humor (ah…sem ele…nada funciona na vida). Já tinha ouvido falar da Dr. Jill, não me dediquei como merecia em assistir ao vídeo, que fiz há pouco. Em suma, todo o contexto e a proposta tem bastante coerência, e isso me motivou a escrever, depositando um humilde voto na crença de que somos, de fato, os únicos seres responsáveis por nossa felicidade, ou estado de, como apregoam alguns. Todos os grandes pensadores que passaram pelo mundo, e os que ainda por aqui estão, dedicaram suas existências em grande parte a compreender os efeitos do meio sobre o indivíduo e vice-versa, mas, ao que parece e por minha própria conclusão, tudo remetendo ao simples. A simplicidade em ver-se como se é, não como se desejaria ser. De admitir o que se sabe, não o que se acha que sabe, de dizer o que sente e não, como quase sempre, querer dizer algo ao invés…
Seja pela restrição cultural, envenenamento por ideologias que dominam há séculos a humanidade, com seus tentáculos muitas vezes ocultos sob o manto do consumismo desenfreado e por vezes doentio, seja pela força da “tradição” – que ainda me assusta, são poucos os seres que conseguem aperceber-se do que de fato são, e do quão pouco se necessita para viver, e não apenas, sobreviver consigo e com os demais. Mais ainda, desenvolver virtudes como tolerância, justiça, senso crítico – mesmo com base moral das referências que cada um possui – e solidariedade sem balelas é tão simples como se querer. Não é algo complexo, pode ser trabalhoso, admito. Mas não é difícil.
Lembro-me sempre de uma figura fantástica, um professor na Universidade Metodista de São Bernardo do Campo, cujo nome ainda me recordo: Prof. Sorano, lecionava Filosofia. E me atrevo a mencionar uma frase que para mim tornou-se emblemática, apenas anos mais tarde, não pelo impacto imediato que causou, mas pela profundidade.
“Gostar mais do ‘outro’ ou de ‘mim’, basta querer. Por mais que nos esforcemos, não poderemos fazer alguém gostar mais ou menos de nós”. Relação com o tema: Seja você, integralmente, e aqueles que se aproximarem de ti, por longa ou curta que seja a jornada, serão pelo que você é.
Saúde e vida longa
Adilson,
Simplesmente brilhante!
Realmente depende de cada um de nós a mudança que queremos ver no mundo e não o contrário. Ficamos esperando a mídia mudar, as empresas, governos sociedade e continuamos marchando rumo a insustentabilidade de nossas próprias vidas.
Gandhi: “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”
Eu até compartilhei um vídeo muito interessante que fala sobre isso: a mudança começa de um ponto dentro de nós: http://vodpod.com/watch/2412926-o-ponto-tudo-comea-pela-sua-deciso?pod=decidaserfeliz .
Grande abraço e sucesso!
Agradeço novamente, tratei de adicioná-lo a meus preferidos e, como acredito que tudo vale a pena se compartilhado, também o estou enviando a um grupo de conhecidos, colegas e amigos.
By the way, estou bastante propenso a me inscrever no Curso Avatar mais próximo no Brasil, já que o de Orlando não creio que possa participar.
Um abraço.
Caio,
Adorei o vídeo. Obrigada por compartilhar a experiência única desta brilhante cientista e didática oradora. No mínimo nos faz refletir sobre como devemos levar as nossas vidas.
Parabéns pela iniciativa.
Tânia
Ah! que bom que os homens estão enxergando o caminho da luz; nosso ideal e fim. Que Deus possa guiar-nos rumo ao altruísmo inato em nós. adorei a matéria.
Ótimo post, verdadeiramente vivemos numa caverna… dentre tantas coisas esta caverna pode ser o senso comum que nos impede de ir mais além, rumo ao pensamento crítico!
Um braço!
Oi Caio,
Gostei muito da forma como vc colocou o despertar da consciencia, com os quadrinhos do Mauricio para visualizarmos melhor…..O vídeo da Dra. Jill excelente! Gostei muito…
Beijos
Muito interessante o texto, não consegui ouvir/ver o video, pena, mas muito bom a abordagem da expansão da consciência. Muitos de nós, vivemos em pleno século XXI numa caverna (Alegoria da Caverna, a ilustração fantástica). Já conhecia a parábola do filósofo Platão, enriqueceu-me muito o seu texto. Muitas das vezes arraigados no que nos foi passado ou ainda, insegurança de “ver a luz”. A mudança e a ampliação do conhecimento estão em nossas mãos. Obrigada.
Gostaria de saber a data de Belo Horizonte( que ainda a confirmar), com certeza, farei tudo para participar. Vou torcer que seja em breve.
Abraços.