É realmente uma dádiva poder escrever para você contando um pouquinho deste mundo fabuloso do auto-conhecimento e expansão da consciência. É uma linda forma de compartilhar experiências e de trocar pontos-de-vista sobre a vida.
O que tenho observado é que cada vez mais as pessoas depositam sua felicidade no que está do lado de fora, em suas conquistas ao longo da vida. Como se sua felicidade dependesse de uma fonte externa de energia para que você seja feliz: um novo relacionamento, uma casa, um carro, amigos, um novo emprego, seu time de futebol ganhar o campeonato, que as pessoas da sua família parem de fazer as coisas que você não gosta e que o mundo te reconheça como alguém especial!
Mas, como escrevi no artigo anterior, e compartilhando do ponto de vista do psicólogo de Harvard Dan Gilbert, isto é a “felicidade sintética”. Se você ainda não assistiu ao vídeo do último artigo “Como se apaixonar pela sua vida” clique aqui e assista! Em 20 minutos você pode ter algumas pistas do que pode estar acontecendo na sua vida.
O ponto principal do artigo desta semana vem de uma conversa que eu tive recentemente com um amigo e mestre em Yoga. Ele falou que durante a sua formação perguntou ao seu mestre, na época, se teria que ir para a Índia para se aprofundar. O mestre dele respondeu: “A Índia é um estado da mente”.
Uau! Aquilo para mim trouxe um insight magnífico: quando conseguimos conquistar as coisas em nossas vidas atingimos um estado de êxtase e passamos a vida tentando repetir isto. Ficamos fascinados pela sensação que sentimos naquele momento e, erroneamente, depositamos a fonte deste sentimento em algo externo: na conquista amorosa, no bem material, no reconhecimento público, na auto importância etc.
Não foi o objeto da conquista que te fez feliz, foi como você se sentiu a respeito dele! Este é apenas um estado da mente! E você pode desenvolver habilidades em sua consciência para sentir isto sem depender de nenhum fator externo. Religar sua fonte interior e sentir o êxtase de estar vivo!
Foi então que tive um entendimento experiencial de algo que os grandes líderes, pensadores e filósofos queriam dizer com:
“Ouse conquistar a si mesmo”
Nietzsche
“A primeira e melhor vitória é conquistar a si mesmo”
Platão
“Antes de conquistarmos o sucesso, o êxito, a fama, o que quer que seja, fora de nós, precisamos de conquistar o que está dentro de nós, conquistarmo-nos a nós mesmos.”
João Saramago
“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma”
Mateus 16:26
O desconhecimento disto é que nos faz sentir tanto medo de fracassar: nunca mais sentir este estado mental novamente. É muito interessante observar que, apesar da indústria de entretenimento estar se alastrando por todo mundo para nos dar prazer, estamos em período de grande questionamento destes valores: pesquisas mostram que 84% dos maiores executivos do país estão infelizes no trabalho, as mulheres estão se tornando mais infelizes e doenças mentais (depressão, esquizofrenia, e transtornos bipolares) se alastram pelo mundo.
Mas o que você faz com sua vida enquanto não está no cinema, teatro, na praia, curtindo o carnaval, viajando, jogando vídeo-game, assistindo ao jogo de futebol, planejando o que vai fazer no final de semana ou no próximo feriado, comprando coisas e procurando ter prazer?
Talvez aí esteja a grande sabedoria da vida: primeiro precisamos nos conhecer e desenvolver habilidades para atingir o estado mental de felicidade plena. E depois, com esta habilidade desenvolvida, viveremos plenamente o presente momento em qualquer circunstância que nos encontremos!
Pense nisso e aja!
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Grande abraço!
Caio tenho um amigo que certa vez me disse que a gente pode aprender de duas formas: pelo amor ou pela dor. E ai eu disse que as vezes nos sabotamos quando nos recusamos a aprender. Quando ficamos presos só aos prazeres externos, que são inesgotáveis, não encontramos a saciedade. Porque como você diz, a felicidade é um estado mental e esse estado mental é como uma jóia que está cheio de crostas. Só temos os olhos para ver o que está fora de nós. Fazer esse mergulho pode ser sofrido porque não passamos subitamente da ignorância para a iluminação, isso é progressivo, é um processo ha ser trabalhado, não é mesmo? Obrigada pela maravilhosa reflexão que você me oportuniza. Ultimamente tenho mergulhado em mim mesma, vejo que assim posso encontra contentamento.
Abraços.
Jacqueline.
Oi Jacqueline,
Que legal que você já está em sua própria jornada e tem esta clareza!
Compartilhando de seu ponto-de-vista escrevi um artigo falando sobre as escolhas em nossa vida:
http://decidaserfeliz.com/2009/06/30/como-voce-avalia-sua-habilidade-de-fazer-escolhas/
Abraços e obrigado pelo comentário!
Creio que a verdadeira felicidade/satisfação não esta ligada diretamente à conquista dos objetivos, mas sim no empenho em torna-lo realidade.
Concordo quando diz que não foi o objeto da conquita a razão direta para o sentimento de satisfação, mas sim a todo o processo que o levou àquele ponto.
Dai a importancia em sempre termos objetivos e metas, e sempre revisa-los periodicamente, focado nem sempre no “ter”, mas também no “fazer acontecer”.
Oi Rubens,
É isso aí! E se primeiro conquistarmos a nós mesmos as conquistas do mundo terão “plenitude”. Viveremos intensamente cada momento, cada busca, cada tropeço e cada vitória.
Abraços
Quando eu estava desempregado, alguém me perguntou o que me faria muito feliz e eu prontamente respondi: “Conseguir um emprego”. Hoje eu já tenho esse emprego. Estou feliz? Sim, muito feliz, muito aliviado, muito mais tranquilo que antes. Mas a pergunta me fez pensar e eu concluí o seguinte: a procura da felicidade não pode ser vinculada a algo externo, a algo que independa de nós. A felicidade é o nosso estado de predisposição a ela. É a nossa atitude frente à vida, às coisas, ao mundo. É um estado interior, da alma, que depende unicamente de nós e não de algum fator exterior.
E digo mais: a felicidade não custa dinheiro, ela vem de graça e, quando vem, é generosa, é abundante, é inebriante. Vou ser bem clichê agora: alguém já viu o sol nascer numa manhã muito calorenta, com uma brisa leve no ar, depois de uma noite com a pessoa amada? Não? Tente. Saiba que isso é felicidade
Oi Mário,
Acredito que sua experiência e seu aprendizado permitiram sentir esta felicidade ao ver o sol nascer. Isto é viver plenamente o momento presente. Outros podem olhar para o sol e lembrar que estão atrasados para o trabalho, que terão reuniões difíceis ao longo do dia etc.
Mas a boa notícia existe “tecnologia” para que as pessoas expandam a consciência, aquietem a mente e experienciem esta felicidade com as coisas simples da vida. Basta querer!
Obrigado mais uma vez por compartilhar!
Grande abraço!
Olá, Mario Eu sou a Cris da Cidade de Santos, Estado de São Paulo, ao me ver e com certeza o ser humano complica muito o seu modo de viver mas Eu acho tão simples Eu tenho muitos Lemas de vida escrito por mim e viver a vida e vivê-la é primordial de todos nós, pois “O tempo é o Senhor de Tudo” e “Quando nós abrimos as porta do nosso coração, tudo é possível” pois “A vida é assim a cada final da etapa da nossa vivência sobre a Terra abre-se uma porta para um grande começo mas novas epatas de vida” e pergunto a você Mario e Todos, “E qual seria a atitude de cada um de nós diante do derradeiro momento individual de cada um sobre a face da Terra? Beijos, a Cris.
Olá Cris,
Minha leitura para sua pergunta é: “Qual seria a atitude diante da morte?”. Se for isto é sentir que a vida valeu a pena, que você arriscou e viveu ousadamente. Com isto você terá muita gratidão e passará para o outro nível de existência como uma exploradora e marcará a vida das pessoas como alguém que viveu verdadeiramente!
Obrigado pelo comentário e muitas realizações por aí!
Abraços,
Caio.
Muito bom, me traz a tona as palavras de Eckhart Tolle, ” O poder do agora ” a nossa mente e o nosso “eu ” interior..
Parabéns pelo texto.
Oi Sandra! Exatamente. Recomendo também a leitura do livro “Despertar de uma nova consciência” também dele.
Abraços,
Caio.
Caio,
Eis aí um dos dilemas do ser humano, e que ganha força e evidência nestas últimas décadas. O ter (ainda) parece estar prevalecendo sobre o ser, ainda…
Há um processo histórico e duradouro de empobrecimento do indivíduo. Na grande maioria dos países menos desenvolvidos nos quesitos mínimos – moradia, alimentação, educação, saúde, cultura e dignidade assegurada ao indivíduo, incluso nosso imenso Brasil, seguem-se padrões e valores de ideologias que aprisionam o indivíduo dentro dos moldes reinantes “propostos” (impostos) – educacionais, comportamentais e de consumo exacerbado – trazendo sofrimento aos que não se encontram sequer em situação de dignidade, sentindo-se atormentados pela crença de que ter algo os tornarão aceitáveis perante uma sociedade com valores por vezes incoerentes, para não dizer injustos.
A construção de valores, com base em aprendizados questionadores e enriquecedos por conteúdos culturais e humanitários, provenientes da família, da escola (fundamental no processo) e de debates como esse é, a meu ver, um dos caminhos para se mudar um padrão de crenças que se arrasta, sem ao menos ser dada a possibilidade, ou as ferramentas adequadas, para questionar tais padrões.
Excelente artigo, bastante apropriado aos nossos dias atuais. Trago uma bonita frase atribuida a Carl Jung, alusiva à conquista:
“Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.”
Despertar a consciência. Essa é, em minha opinião, a primeira e mais importante conquista que todos precisamos obter.
Saúde, paz e vida longa a você e aos demais.
Adilson,
Para complementar seu brilhante comentário gostaria de compartilhar o link para o primeiro post que escrevi neste blog:
http://decidaserfeliz.com/2009/06/04/air-france-447-uma-tragedia-que-nos-alerta-voce-esta-fazendo-sua-vida-valer-a-pena/
Grande abraço e parabéns!
Na minha opinião, o ser humano é um “projeto” em evolução contínua. Superar suas limitações e extender seus limites, o grande objetivo de sua luta. Relacionamentos, desafios profissionais, superações de desempenho pessoal de qualquer natureza (fazer o melhor tempo de corrida, ou organizar a agenda para caminhar uma hora duas vezes por semana, emagrecer por estética ou por saúde, abandonar vícios, etc.) são as provas a que temos de nos submeter diariamente para transformarmos nosso potencial em desempenho ou trabalharmos na melhoria de nossos pontos fracos (paciência, empatia, ética, ambição X ganância, aprendizado acadêmico para melhoria de desempenho). A cada barreira vencida, nos sentimos mais competentes, mais “emponderados”. Vitória ou derrota é como a India: está dentro de cada um. Mas, as circunstâncias também têm seu peso. O fator “sorte” também. Podemos ser a pessoa certa no momento errado. Podemos continuar sendo a pessoa errada, mesmo que o momento seja certo. Podemos ser um perdedor vitorioso, se tivermos a capacidade de identificar os nossos erros e aprendermos como corrigi-los para uma próxima vez. Podemos ser um vitorioso perdedor se nos deitarmos sobre os louros da vitória e pararmos de evoluir. O que eu acho importante, na verdade, é não se rotular por uma vitória ou por um fracasso. Aprender lições e saber usá-las e sentir que felicidade é ter a oportunidade de transformar algo (pequeno ou grande) todos os dias. Resultados…são bônus.
Oi Alice,
Tudo depende das histórias que contamos para nós mesmos sobre os fatos que acontecem em nossas vidas.
Complementando seu maravilhoso comentário gostaria de compartilhar dois vídeos que aflam sobre isso:
O primeiro é de Harry Palmer, autor das ferramentas do Curso Avatar, falando sobre as impressões em nossa consciência durante nossas vidas.
http://avatarepcmedia.com/video/105-impressions.html
O segundo é sobre os “benefícios da falha”, da autora de Harry Potter, JK Rowling:
http://vodpod.com/watch/1910088-the-fringe-benefits-of-failure-and-the-importance-of-imagination-harvard-magazine?pod=decidaserfeliz .
Ambos estão em inglês e não tem legendas.
Sinto que você vai gostar muito.
Grande abraço e ótima semana!
Caio, creio que o insight foi importante, porque nossa cultura (ou falta dela) acreditamos que precisamos conquistar tudo, em especial no plano material. Mas, se pensarmos no termo em si, conquistar, pode ou não se positivo. Os conquistadores na história foram cruéis e desconsideraram o outro enquanto ser, quanto mais ser integral. A paz, a busca da felicidade não passa pela conquista do outro, mas pela nossa reforma íntima. O que somos, o que potencialmente podemos ser e o que estamos hoje.
Para conseguirmos prosseguir em nossa jornada de conquista e conhecimento , temos que lembrar um pouco de Darwin, qdo diz que o futuro não será dos mais fortes nem dos mais inteligentes e sim dos mais adaptáveis….
Temos que aprender a ser mais “escada” do que “muro” em nossa jornada.
Abs
Mario Braile
Oi Caio, na minha opinião, muitas pessoas realmente têm tudo para serem felizes e não o são, ou melhor, pensam que não são.
O que quero dizer é que lendo esse artigo o que veio em minha mente foi que muitas vezes estamos sim satisfeitos, mas ao pararmos e observarmos ao nosso redor ou ouvirmos o que a sociedade tem a nos dizer, ficamos insatisfeitos, e se continuarmos assim jamais seremos realmente felizes, pois na minha opinião, é a sociedade quem nunca está feliz com o que fomos, somos e o caminho que estamos seguindo. A sociedade nos cobra mais a cada degrau alcançado.
Por isso eu acho que muitas pessoas são sim felizes, só não sabem disso pois a todo tempo “ouvem” o que a sociedade tem a dizer e se comparam ao outro. E quando há comparação, sempre alguém sai perdendo e não encontra sua verdadeira “Índia Interior” por se preocupar com a “Ìndia do Outro”.
Oi Flaviana,
Compartilho de seu ponto de vista!
Inclusive escrevi um artigo sobre isto que você provavelmente vai gostar:
http://decidaserfeliz.com/2009/07/27/o-gramado-do-vizinho-e-sempre-mais-verde/
Grande abraço e ótima semana!
Oi Caio
Totalmente de acordo. É a busca da expressão plena de nós mesmos: da inteligencia que somos, do amor que somos, da energia que somos, que nos dá a sensação de plenitude, Essa é, com muitos nomes e sintomas, a necessidade de realização que borbulha em nós.
Oi Michel,
É fácil de entender mas é como descrever o sabor de alguma coisa.
Acredito que as pessoas saibam disto mas como pálidas descrições mas não por experiência vivencial. É como a palavra “amor”. Todos sabem o que é em conceito mas na prática é isto que temos visto no mundo?
Em contrapartida alguém precisa de conceitos para descrever a raiva?! Todos nós experimentamos em algum momento e sabemos exatamente como é.
O que estou tentando é despertar o interesse para que as pessoas parem de ler sobre culinária e comecem a preparar os pratos para saborear a comida.
Mas tudo começa com um bom compartilhamento de pontos de vista.
Grande abraço e ótima semana!
Oi Caio novamente de total acordo. Como diz Manfred McNeef chileno, premio nobel alternativo de economia (economia descalça) nossas próprias experiências amargamente revelam que só entender não é suficiente. Ao diferenciar entender de compreender ele exemplifica: “…tomemos este evento chamado amor. Podemos estudá-lo sob o ponto de vista histórico, antropológico, filosófico, psicológico, literário, fisiológico e até mesmo bioquímico, enfim entender tudo sobre o amor, podemos nos tornar “experts” na matéria, quem sabe abrir um consultório; mas se nunca tivermos nos enamorado, não compreenderemos de fato o que é Amor”.
Outras partes de nós, além da cabeça, deverão ser chamadas a participar e integrar-se com o mundo das idéias. Sentimentos e ações devem acompanhar este entendimento para que se crie um movimento real. do conhecido. Ou seja, é necessário compreender – em inglês understand é literalmente traduzido por – “postar-se debaixo”, ou “por baixo”, algo quase inadmissível por nosso orgulho e imediatismo. Bem…conquistar a humildade de admitir o não saber e voltar a poder ter a liberdade de se expressar como as crianças pequenas é um bom passo, Um forte abraço
Michel
Caio é a primeira vez que deixo um comentário, então não sei bem como me expressar mais vou tentar, porque é um assunto que curto muito e vivo me questionando e conversando com meus filhos e sempre pedindo que sejam felizes, que nunca condicione a feleicidade deles em nada e em ninguém pois acredito sinceramente que nessa vida o mais importante é saber amar; amar a vida, a natureza, o próximo e fazendo isso com certeza conquistara a tão sonhada felicidade…
quero te parabenizar e agradecer por escrever coisas tão lindas, obrigado.
òtimo post!Ser feliz é relamente uma conquista que passa pelas escolhas! E como você memso afirma citando Platão e Nietzsche, ser feliz significa ir ao encontro de nós mesmos!
Muito bom seus textos, Caio. Estou passando por momentos de muita inquietação dentro de mim, e estou buscando tentar entender tudo que está acontecendo, mas confesso que não está fácil. Me sinto perdida, e tenho medo de não conseguir encontrar a felicidade plena, de não alcançar esse estado livre da mente, e de perdar a mim mesma nessa busca. Tudo isso começou depois de uma desilusão amorosa. As vezes sinto que quanto mais eu leio sobre auto conhecimento mais confusa eu fico, pois o medo de não conseguir alcançar êxito é muito forte dentro de mim.
Abs!
Oi Cris,
A melhor forma é explorar suas crenças para que você alinhe sua energia criadora com aquilo que deseja alcançar. Assim você poderá lidar com crenças que podem estar fazendo com que você sinta esta inquietação e a sensação de estar perdida.
Se você tiver interesse gostaria de convidá-la a explorar o mini-curso de Manejo de Crenças gratuito que faço via Internet (Skype) gratuitamente.
Assim você terá as suas primeiras descobertas sobre porque está se sentindo desta maneira.
Estou a disposição ok?
Grande abraço e ótima semana!