Se você realmente quer criar um alinhamento de pensamento, palavra e ação para uma grande mudança, este tema pode ser um divisor de águas na sua vida!

Acabei de ler um livro sensacional chamado “Consciência nos Negócios” de Fred Kofman e quero compartilhar alguns pontos de vista sobre a importância das escolhas que fazemos em nossas vidas. Espero que inspire você a compartilhar sua opinião para que possamos aprender juntos.
De forma muito alinhada com o que já temos compartilhado neste blog, segundo Kofman, o primeiro passo é mergulhar no autoconhecimento para descobrir quem somos, porque estamos aqui e quais são os resultados das escolhas que temos feito em nossas vidas.
Em seguida precisamos desenvolver habilidades para perceber como interagimos (corpo, mente e espírito) com as outras pessoas e com o universo físico (consciência coletiva). Apesar do enfoque corporativo deste livro, vou adicionar pontos de vista como facilitador de cursos de despertar da consciência (Avatar) e abordar este tema de forma mais ampla.
Reunindo alguns conhecimentos e práticas nesta área, percebo que a interação entre estes três universos (Eu, Nós e Consciência Coletiva) poderia ser ilustrada da seguinte forma:

Nesta interação não existe borda ou separação, mas sim uma unicidade com um todo maior que permeia o universo do Eu, das pessoas (Nós) e reflete diretamente na consciência coletiva do mundo.
Nossas crenças fundamentais sobre nós mesmos, relacionamentos, trabalho, família, dinheiro etc criam uma matriz em nossa consciência que é a base para nossas escolhas. Como conseqüência destas escolhas, vamos criando e compartilhando as experiências ao longo de nossas vidas.
Segundo o autor do Curso Avatar, Harry Palmer, em seu best seller “Vivendo Deliberadamente”: “Tal como adicionar uma única gota ao oceano causa mudanças microscópicas no volume, temperatura e correntes, sempre que um indivíduo muda sua crença, muda a matriz pelo qual a realidade coletiva se desenvolve. Mesmo para o mais isolado indivíduo, cada momento de felicidade, cada momento de tristeza, cada gentileza, cada pensamento crítico adiciona sua conseqüência na matriz para os eventos do mundo”.
Além de um mapeamento profundo de nossas crenças e o desenvolvimento de habilidades para descriar aquelas que não são úteis em nossas vidas, algumas premissas podem ser adotadas como uma base sólida para nossa matriz de crenças.
Palmer destaca três caminhos para nortear nossas escolhas na vida: responsabilidade pessoal, compaixão e serviço aos outros.
Kofman, com uma abordagem corporativa, fala em sete pilares fundamentais: responsabilidade incondicional, integridade essencial, humildade ontológica, comunicação autêntica, negociação construtiva, coordenação impecável, competência emocional. Após o desenvolvimento destas habilidades ele fecha o livro falando sobre serviço ao outro.
Destacando a premissa de responsabilidade pessoal, precisamos estar conscientes que, independente de qualquer situação externa, somos totalmente responsáveis por nossas escolhas. É um sistema fechado que quando compreendido com a “consciência do coração” e praticado no dia a dia, torna-se a rede de segurança para fazermos nossas escolhas na vida.
Apesar de toda a doutrinação, que nos faz ter medo de errar e negar a responsabilidade pessoal em troca de um sistema de recompensa versus punição, este é um caminho libertador. Quando somos protagonistas de nossas histórias temos o poder de criar as mudanças que precisamos em nossas vidas. Quando assumimos responsabilidade e percebemos que fazemos parte do problema podemos nos tornar parte da solução!
“Nós que já vivemos em campos de concentração, podemos nos lembrar dos homens que caminharam por entre os abrigos confortando os demais, oferecendo a outro seu último pedaço de pão. Pode ser que tenham sido poucos, em termos numéricos, mas nos dão prova suficiente de que tudo poderá ser retirado de um homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas. Escolher a atitude a tomar em qualquer conjunto de circunstâncias – a escolha de seu próprio caminho! É esta liberdade espiritual – que jamais poderá ser eliminada – que dá sentido a própria vida. – Viktor Frankl
Em uma de suas palestras Fred dá um exemplo sensacional: a sua vida pode ser representada por um avião e você é o piloto! Se você está voando e a turbina pega fogo, de quem é o problema?! Da manutenção que não fez o trabalho corretamente ou seu que está lá em cima no comando? Se você está sofrendo por qualquer motivo, você precisa assumir responsabilidade por isso, perceber que o problema é seu e você que vai ter que resolvê-lo! Ficar culpando o “pessoal da manutenção” não vai te ajudar a pilotar o seu avião com defeito em pleno vôo.
Fred destaca em seu livro algumas perguntas que nos ajudam a sair da condição de vítima e passar a assumir responsabilidade e ser protagonista de nossas histórias:
As perguntas que podem ser feitas para trazer à tona a história de vítima são:
- O que aconteceu com você?
- Quem o prejudicou?
- O que estava errado (ou foi injusto) no que ele fez com você?
- Por que ele fez isso com você?
- O que ele deveria ter feito, em vez disso?
- O que ele deveria fazer agora para reparar o dano?
- Qual deve ser a punição dele?
Este é um falso alívio: como uma droga que faz você se sentir bem por alguns instantes. O resultado são mágoas, ressentimentos e a sensação de ter aprisionado sua própria alma. Nesta situação você se sente como um pobre “refém inocente” mas que não tem poder para dirigir as mudanças na sua vida.
As perguntas que podem ser feitas para trazer à tona a história de protagonista são:
- Qual foi o desafio que você enfrentou?
- Como você contribuiu (agindo ou não agindo) para criar esta situação?
- Como você respondeu ao desafio?
- Você poderia imaginar uma linha de ação mais eficaz do que a que foi adotada?
- Você poderia ter se preparado de modo razoavelmente eficaz para reduzir o risco ou impacto desta situação?
- Você poderia fazer alguma coisa neste momento para minimizar ou reparar os danos?
- O que você pode aprender com esta experiência?
Agindo desta maneira você retoma o controle e sente um grande poder pessoal para dirigir as mudanças em sua vida. É uma sensação de liberdade e um farol que vai te ajudar a criar paz na consciência e encontrar o caminho para a felicidade interior.
Para finalizar gostaria de compartilhar alguns vídeos se você quiser aprofundar:
O primeiro deles é o vídeo “Managing Change” de Harry Palmer que está disponível pela Internet somente em Inglês.
Nesta entrevista sobre seu livro “Consciência nos Negócios”, em espanhol, Fred Kofman dá uma visão geral sobre seu trabalho.
E, por último gostaria de recomendar a leitura dos livros “Vivendo Deliberadamente” (Harry Palmer) e “Consciência nos Negócios” (Fred Kofman) que é uma abordagem muito interessante para começar um processo de mudança em sua vida pessoal e profissional.
Forte abraço e ótima semana a todos!
Clique aqui para se cadastrar e receber novos artigos por e-mail ou siga-me no twitter.
Tags:Fred Kofman, Harry Palmer, responsabilidade pelas escolhas



Oportuno esse tópico Caio, como sempre…
A força de nossos pensamentos é poderosa. Há o ditado “Muita atenção como o que você pensa, porque poderá transformar-se em realidade”, ou algo assim. Essa atenção e responsabilidade são fundamentais, aliadas à disciplina das ações para que se tornem a realidade que criamos.
Oi Adilson,
Sem dúvida precisamos estar “despertos e relaxados”.
Este é um assunto muito profundo que foi apenas pincelado aqui neste artigo, mas é uma bela provocação.
Fácil de falar mas difícil de praticar sem um treinamento vivencial, mas já é um começo!
Obrigado mais uma vez pelo valioso comentário.
Forte abraço e sucesso nos seus desafios!
Olha Caio,nos meus tantos anos de vivência,não relatamos idade,mas subtende-se com esta VIVENCIA… hoje tenho clareza que “desenvolver habilidades” no tratamento diário com algumas almas, requer TREINAR 02 VEZES ESTAS HABILIDADES EXISTENTES,somando milhares de vezes esta COMPAIXÃO- ainda mais quando se trata das almas que se dizem ‘conscientes e espiritualizadas” mas que na PRÁTICA a TEORIA é outra…Digo que esta compaixão DEVE ir além, exatamente pela JÁ ,de há muito…como dizem: RESPONSABILIDADE PESSOAL adquirida nas primaveras e outonos da existencia(gostou?)que nos faz ENXERGAR quando o crescimento pessoal para todos, alguns “deixaram cristalizar” por esta pretensa consciencia/espiritualidade-
Aí Juventude Caio, vai prá lá de habilidade e de Compaixão MESMO! o convívio diário com estas ALMAS.
Esta é a minha contribuição,
Mariselma
Oi Mariselma,
Obrigado pelo comentário! Compreendo e sinto muito por esta experiência.
Tente fazer o exercício e responder as 7 perguntas para se tornar protagonista desta história e veja como se sente.
1. Qual foi o desafio que você enfrentou?
2. Como você contribuiu (agindo ou não agindo) para criar esta situação?
3. Como você respondeu ao desafio?
4. Você poderia imaginar uma linha de ação mais eficaz do que a que foi adotada?
5. Você poderia ter se preparado de modo razoavelmente eficaz para reduzir o risco ou impacto desta situação?
6. Você poderia fazer alguma coisa neste momento para minimizar ou reparar os danos?
7. O que você pode aprender com esta experiência?
Este é um típico caso em que você está pilotando o avião e ele está em chamas porque alguém não fez o seu trabalho direito. Assumir responsabilidade incondicional pelas situações que nos envolvemos é o primeiro passo para criarmos a mudança que queremos em nossa vida.
Forte abraço e sucesso!
Existe video (portugues) p/ comprar.?
att.
Jose Nilton
Oi José Nilton,
Sim. O DVD “Gerenciando Mudança” está disponível para compra e tem legendas em português.
Custa R$ 40,00 + despesas de envio. Se tiver interesse me avise e te envio um email com os detalhes ok?
Forte abraço!
Oi José Nilton,
Sim. O DVD “Gerenciando Mudança” está disponível para compra e tem legendas em português.
Custa R$ 40,00 + despesas de envio. Se tiver interesse me avise e te envio um email com os detalhes ok?
Forte abraço!
Olá Caio, recebi hoje as novidades do seu blog e gostei muito do texto, da indicação do livro e do filme. Espero adquiri-lo em breve para leitura.
Penso que o autor foi muito feliz ao afirmar, na entrevista, o contexto em que a propriedade deve se tornar um valor a ser considerado, para tomada de decisão.
Abraço
Oi Jefferson,
É realmente um tema fascinante! Você vai gostar da leitura.
Tem vários pontos chave que ele menciona. Um deles é substituir a arrogância pela humildade ontológica, deixando de ser um knower (que na tradução do livro é controlador) para se tornar um learner (aprendiz).
Na visão do aprendiz (humildade) os pontos de vista das outras pessoas são considerados e respeitados. Acontece que, como responsável pelo negócio (é o seu dinheiro que está sendo apostado), se não houver unanimidade, você vai agradecer todos os pontos de vista, tomar a sua decisão e pedir que todas as pessoas apóiem na realização do que foi decidido. Futuramente esta decisão poderá ser revista e reavaliada.
É uma mudança significativa para se construir times criativos e participativos.
Forte abraço e sucesso!
Olá!
Bom….
Sobre o caso do piloto e o pessoal da manutenção.Pode responder uma dúvida.
Lógico que somos responsáveis pelo nosso sofrimento,mesmo que inconcientemente.Mas no caso da manutebção do avião,será que o problema quem tem que resolver é o piloto?Porque?Bom;veja se é bem asim…Entendi que pelo pessoal da manutenção não está cumprindo com o dever deles em trabalhar direito,está prejudicando o piloto.Então ao invés dele ficar reclamando e culpando o pessoal da manuntenção,procurar o responsável nesta área e contestar sobre o problema que está acontencendo,certo?Mas não é bem assumir o erro.
Muito legal tudo isso.To adorando está em contato.Gosto muito de aprender tudo que seja bom para ser feliz.
Um grande abraço.
Oi Érica,
Realmente é uma abordagem totalmente fora da zona de conforto não?! Nesta analogia, se você está pilotando o seu avião (sua vida) e a turbina dá um defeito, ficar reclamando não vai te ajudar a pousar o avião em um lugar seguro. Você vai ter que aprender a lição e responder as perguntas para deixar de se sentir uma vítima e se tornar protagonista desta história. Quando assumimos responsabilidade incondicional por qualquer coisa que aconteça em nossa vida temos poder pessoal e clareza para conduzir as mudanças necessárias.
Logicamente, se assumirmos responsabilidade incondicional e a outra parte também seria muito mais fácil, mas, como já experimentamos na vida, nem sempre isto acontece. A única escolha que podemos fazer é a nossa. A escolha da outra parte está fora de nosso controle.
Espero ter entendido a sua dúvida e esclarecido de alguma forma.
Forte abraço e sucesso!
Olá Caio! Li teu artigo e gostei, mas confesso que acho tudo muito utópico, pois existe algo muito além das nossas “vontades”…faço algo que amo, sei porque faria até de graça, mas as coisas simplesmente não acontecem assim tão fácil, existe o peso do “karma” familiar, resgates, enfim, é como encher um balde furado….muito esforço e nenhum resultado (para algumas pessoas a vida é assim!!!) e não existe explicação racional.
Oi Cinara,
Tudo bem? Fico feliz que tenha gostado do texto.
Ninguém está dizendo que a maré será calma sempre, mas se você quiser se tornar um bom navegador você terá que mostrar o seu valor quando o mar estiver agitado. O ponto que normalmente ressalto é que você pode fazer isto na marra ou você pode desenvolver habilidades para enfrentar as grandes ondas de nosso caminho espiritual. E isto não é apenas um conhecimento intelectual de estudos teóricos, mas sim um treinamento vivencial para aprender a lidar com nossas emoções, voltar a sentir, abandonar julgamentos e seguir rum a um equilíbrio entre a razão e a emoção.
Se este é o nosso caminho que precisamos integrar para seguir nosso desenvolvimento espiritual, ao menos podemos aprender a nadar, a nos guiar pelas estrelas e saber ajustar as velas em dias de tempestade. Como o velho ditado diz: “Não podemos controlar a maré, mas podemos aprender a guiar nosso próprio barco!
Você se importa se eu publicar este seu maravilhoso e-mail como um comentário no artigo?
Forte abraço e sucesso!
Instigante e provocador o tema. Excelente texto.
Concordo,contigo,Cesar,eu estou trabalhando para um candidato,é mais por partidarismo,do que por dinheiro,esses dia peguei uma estrada que não tinha mais fim,cada casa era cerca de 200 metros de distancia cada uma,em vez de ficar reclamando,que era tudo longe fui caminhando e curtindo tudo o que a natureza nos oferece de graça…
Interessantíssimo este artigo.
Recomendo para todos, sua leitura.
Muito bom …participei de curso sobre potencialização de competências com Claudio Queiroz uma pessoa maravilhosa e diz exatamente o que retrata no livro….Precisamos parar e olhar para si e não deixar com que o mundo corporativo subjetive a individualidade. Adorei as dicas !!!
Interessante e provocante seu texto.Tenho 25 anos e apesar da idade tenra,já entendo que entre aviões em pane e irresponsabilidade da manutenção,a grande questão é como o piloto vai reagir.O mundo não tem lugar para vítimas.
Excelente!
Olá Caio!
Muito interessante suas sugestões.
Como faço pra comprar o DVD Gerenciando Mudanças?
Segue meu e-mail para contato.
Sou Grata!
Ana Dias
Oi Ana,
O DVD não é comercializado aqui no Brasil.
O vídeo online em inglês está disponível gratuitamente no link:
http://avatarepcmedia.com/en/video/97-managing-change.html
Forte abraço,
Caio.